O senador Rodrigo Pacheco (PSD-MG) afirmou, nesta segunda-feira (14), que o PSD deve lançar um projeto próprio para as eleições de 2026 em Minas Gerais, rebatendo recentes declarações do vice-governador Mateus Simões (Novo), que, na semana passada, se disse confiante em obter o apoio do partido na disputa pelo Palácio Tiradentes.
Em entrevista à Rádio Itatiaia, Pacheco declarou que o PSD não pode “se entregar a um projeto que já se mostrou ineficaz para soerguer o estado de Minas”.
“Acho que o PSD não pode deixar de ter um projeto em que ele possa encabeçar, que tenha protagonismo”, frisou.
Convidado a se filiar ao União Brasil e ao PSB, Pacheco ainda mantém as fichas no PSD e ainda discute uma possível candidatura ao governo de Minas. O senador é o nome favorito de boa parte do PT e do governo Lula para a disputa em Minas, mas ainda não decidiu se será mesmo candidato.
Pacheco destacou que o PSD “cresceu exponencialmente” em Minas nos últimos anos, resultado de um trabalho articulado que permitiu ao partido atingir 140 prefeituras, eleger uma bancada robusta de deputados estaduais, cinco deputados federais e um senador. Para ele, a dimensão atual do PSD exige da sigla o papel de protagonista.
“A vocação do PSD é ser grande e protagonista”, disse.
Pacheco acrescentou ainda que os debates internos sobre definição de candidaturas precisam ser conduzidos com diálogo e participação das lideranças e bases regionais.
A fala do senador é uma resposta direta ao vice-governador Mateus Simões, que na última sexta-feira (11), durante evento empresarial em Cachoeira do Campo, garantiu ter “certeza” de que o PSD caminhará ao lado de sua candidatura em 2026. O vice de Romeu Zema (Novo) apoiou a expectativa numa aliança pela proximidade com Gilberto Kassab, presidente nacional do PSD, com quem tem conversado sobre o cenário eleitoral, e também nas relações com líderes estaduais do partido, como o deputado Cássio Soares.
“Tenho certeza que o PSD vai acabar caminhando conosco. Certeza porque caminham conosco desde o primeiro mandato do governador Romeu Zema. Na reeleição, estavam ao nosso lado. Mesmo tendo um candidato a governador no partido, que era (Alexandre) Kalil, os deputados estavam conosco. Não tem porque o PSD não caminhar conosco”, afirmou Simões.
O vice-governador tem sinalizado a Kassab que, caso a candidatura de Pacheco não avance, gostaria de iniciar tratativas para consolidar uma aliança com o partido.