Pré-candidato a deputado federal por Minas Gerais e ex-presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha vai permanecer no Republicanos. O martelo foi batido na tarde quinta-feira (26), apurou O Fator, após reunião que contou com a presença do senador Cleitinho Azevedo, também filiado à legenda.
Cunha compõe os quadros do Republicanos desde o ano retrasado, mas pensava em mudar de partido com vistas à disputa eleitoral deste ano. Em meio a negativas de legendas como PL, Podemos, Avante e MDB, ele passou a reavaliar o cenário e iniciou costuras para a permanência.
Cleitinho e Cunha negam ter se encontrado. O ex-deputado também negou a permanência no partido. A reportagem mantém a apuração.
Cleitinho era um dos entraves por causa de reiteradas críticas feitas ao ex-presidente da Câmara. No ano passado, o ex-presidente da Câmara chegou a acionar judicialmente o senador no Supremo Tribunal Federal (STF) após ter sido chamado de “vagabundo” pelo correligionário.
O esteio do acordo para manutenção de Cunha no Republicanos foi do empresário Alex Coelho Diniz, primeiro suplente de Cleitinho no Senado Federal. Ele participou da reunião dessa quinta-feira. O encontro aconteceu na casa do ex-deputado Fábio Ramalho.
Rádios no centro de estratégia eleitoral
Cunha monta, desde o ano passado, uma engrenagem eleitoral em Minas. A estratégia do ex-presidente da Câmara envolve a aproximação a lideranças religiosas e a instalação de emissoras de rádio. No meio do ano passado, uma estação ligada a ele, a Rádio Maravilha, começou a operar em Belo Horizonte. A frequência é voltada ao público gospel.
Para os próximos meses, há acordo a fim de iniciar as operações, também na capital, de uma franquia da JP News, emissora de notícias vinculada à Jovem Pan.
Colecionando negativas
Os vetos partidários a Cunha aconteceram por motivos diferentes. O Avante, por exemplo, barrou a entrada do ex-parlamentar por dois motivos: o fato de a chapa de candidatos à Câmara já estar fechada e o temor de que a nova filiação provocasse um desembarque em massa.
No PL, a recusa foi decidida após um vaivém. Inicialmente, o presidente nacional da sigla, Valdemar Costa Neto, havia dado sinal verde à entrada de Cunha. O cacique reviu a decisão depois de um pedido da ala mais ideológica da agremiação em Minas,
