Enquanto o PSD avalia ter candidatura própria à Presidência da República e filiar o vice-governador Mateus Simões (Novo) para lançá-lo na corrida ao Palácio Tiradentes, o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira (PSD), mantém conversas com o PSB pensando em 2026. Pelo que O Fator apurou, o ministro se encontrará nesta quarta-feira (1º) em Belo Horizonte com o presidente do PSB em Minas, Otacílio Neto, o Otacilinho, que também é prefeito de Conceição do Mato Dentro.
Ainda segundo soube a reportagem, Silveira já conversou sobre o pleito do próximo ano com João Campos, presidente nacional do PSB e prefeito de Recife (PE).
Silveira é cotado para concorrer ao Senado. A permanência dele no PSD, partido em que é secretário-geral nacional e presidente licenciado do diretório mineiro, ficaria estremecida com a provável filiação de Simões, que faz oposição ao governo Lula.
Cenários
O senador Rodrigo Pacheco (PSD) é o nome preferido de Lula para concorrer ao governo de Minas Gerais. Nesta equação, Alexandre Silveira ocuparia uma das duas vagas na chapa majoritária como candidato ao Senado. Pacheco, que também tem convite para ingressar no PSB, ainda não anunciou se atenderá ao chamado do presidente da República.
Caso o senador decida não se candidatar ou deixar o PSD, ganha mais força a corrente interna da legenda próxima ao vice-governador.
Em outra frente, o nome de Pacheco é cogitado publicamente no Supremo Tribunal Federal (STF), seja agora, com uma possível saída de Luís Roberto Barroso, ou futuramente. Em entrevista recente à coluna de Mônica Bergamo, da Folha de S.Paulo, o ministro Gilmar Mendes indicou que a preferência por Pacheco não é apenas dele, mas também de outros ministros do Supremo.
“A Corte precisa de pessoas corajosas e preparadas juridicamente”, afirmou. “E o senador Pacheco é o nosso candidato. O STF é jogo para adultos”, completou.
Aliado presidencial
Já para Alexandre Silveira, a prioridade é permanecer no campo de alianças em torno da reeleição do presidente Lula. O PSB é base do governo e ocupa, inclusive, a vice-presidência da República com o ex-governador de São Paulo, Geraldo Alckmin.