A reunião que selou a demissão de Igor Alvarenga da secretaria de Educação de Zema

O ex-ministro da Educação de Temer, Rossieli Soares, é o mais cotado para assumir a pasta, conforme antecipou O Fator
Alvarenga participou de audiência pública para discutir a instalação de escolas cívico-militares em Minas, na semana passada. Foto: Willian Dias/ALMG

O secretário de Estado de Educação de Minas Gerais, Igor Alvarenga, foi comunicado, nesta terça-feira (15), que deixará o cargo. Ele cumpria agenda oficial em Juiz de Fora, na Zona da Mata, quando foi chamado às pressas pelo vice-governador Mateus Simões (Novo) para uma reunião no Palácio Tiradentes. Lá, recebeu a notícia de que não estará mais à frente da pasta.

Apesar de ter a saída comunicada, Alvarenga seguirá à frente da Educação até a posse do substituto. Conforme adiantou O Fator, o ex-ministro da Educação Rosseli Soares é o mais cotado para assumir a vaga. Rossieli atuou no governo federal durante o mandato de Michel Temer (MDB). Ele foi, ainda, secretário de Estado em Pará, Amazonas e São Paulo e candidato a deputado federal pelo PSDB de São Paulo em 2022.

A reunião entre Simões e Alvarenga foi realizada às 11h30 e não durou mais do que meia hora. O secretário chegou a voltar para a cidade da Zona da Mata e finalizar a agenda de vistoria em escolas, apesar do semblante abatido.

Trajetória

Igor Alvarenga ingressou na Secretaria de Educação como professor de Biologia e foi diretor. Também exerceu a função de subsecretário de Articulação Educacional entre 2019 e 2022, até que assumiu o posto máximo da pasta com a saída de Julia Sant’Anna.

Por ser servidor de carreira, ele era visto pelo governo como capaz de “segurar a oposição”, especialmente no terreno árido da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG).

Durante audiência pública para discutir a instalação de escolas cívico-militares em Minas, realizada na quinta (10), no entanto, Alvarenga afirmou que “uma educação de verdade não tem medo de polícia. Quem tem medo de polícia é bandido”. A fala foi entendida pelo Sindicato Único dos Trabalhadores em Educação de Minas Gerais (Sind-Ute/MG) como uma postura de “criminalização da vulnerabilidade” e chegou a viralizar nas redes sociais.

Alianças

A saída dele ocorre no momento em que o governo intensifica aliança com partidos de direita e busca pontes para fora de Minas Gerais, de olho nas articulações para as eleições de 2026. A troca foi articulada diretamente por Simões, pré-candidato ao Executivo estadual e pode ser uma movimentação no xadrez da Cidade Administrativa para, inclusive, fortalecer a candidatura do governador Romeu Zema (Novo) à presidência.

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