Deputados estaduais de Minas Gerais passaram a cogitar, nos últimos dias, que o presidente da Assembleia Legislativa (ALMG), Tadeu Leite (MDB), seja candidato único à vaga em disputa no Tribunal de Contas do Estado (TCE-MG). O Fator apurou que a ideia é respaldada, inclusive, por parlamentares que colhem assinaturas para registrar suas próprias candidaturas à Corte de Contas.
A avaliação é que eleger Tadeuzinho por consenso evitaria possíveis atritos decorrentes da disputa entre os deputados que desejam concorrer ao TCE-MG. Em busca de assinaturas para apresentar candidaturas, estão nomes como Thiago Cota (PDT), Ione Pinheiro (União Brasil), Ulysses Gomes (PT) e Tito Torres (PSD).
Ainda conforme apuração da reportagem, Tadeu não respondeu à sondagem dos colegas para se colocar como candidato único ao TCE-MG.
Como O Fator já mostrou, o chefe do Legislativo estadual tem dito que, por ora, é pré-candidato à reeleição. Prefeitos próximos ao presidente, no entanto, afirmam que ele estaria disposto a assumir a vaga.
Como o emedebista não se posicionou sobre a ideia, a coleta de assinaturas dos concorrentes já postos continua.
Adiamento
A disputa da vaga em jogo no TCE-MG começou na semana passada, após Tadeuzinho ler, em plenário, na quarta-feira (4), a comunicação oficializando a vacância do assento. Deputados interessados em participar da disputa precisam da assinatura de ao menos 16 colegas para concorrer.
O prazo para que os candidatos se apresentem é de 10 dias. O início da coleta de subscrições, contudo, gerou desconforto na Assembleia. Cada parlamentar só pode assinar dois pedidos de candidatura, o que acabou criando embaraços e recusas consideradas difíceis de serem administradas.
Uma eventual escolha de Tadeuzinho como nome de consenso para esta vaga adiaria, para o segundo semestre de 2026, a disputa entre os deputados que se colocaram no páreo desde a semana passada.
Primeira vaga foi de Alencar
A primeira cadeira disponível para indicação da Assembleia foi preenchida em agosto do ano passado pelo ex-deputado Alencar da Silveira Júnior (PDT), que deixou o parlamento após oito mandatos consecutivos.
Ele assumiu a vaga aberta com a aposentadoria de José Alves Viana, em 2024, e teve sua indicação aprovada por unanimidade, com 65 votos favoráveis em plenário.
O Tribunal de Contas de Minas possui sete assentos, sendo quatro indicados pela Assembleia Legislativa. As duas vagas abertas têm sido ocupadas por conselheiros interinos. Elas pertenciam a Wanderley Ávila e Mauri Torres, que se aposentaram.