A vencedora do leilão que vai administrar 734 km da Rota das Gerais

Nova concessão das BRs 116 e 251 projeta ampliar em 48% o fluxo de veículos entre o Norte de Minas e o Vale do Rio Doce
Rota das Gerais
Vinte e quatro municípios são cortados em um trecho de 734,9 quilômetros (km). Foto: ANTT/Divulgação

A EcoRodovias Concessões e Serviços apresentou a menor proposta para tarifa de pedágio e venceu o leilão de concessão da Rota das Gerais, que integra a BR-116 e a BR-251, ligando o Norte de Minas a Governador Valadares, no Vale do Rio Doce. A disputa abriu a agenda de 2026 das rodovias federais e prevê aporte de R$ 13,16 bilhões ao longo de 30 anos.

A tarifa de referência considerada na modelagem da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) foi de R$ 0,12644 por km em pista simples e R$ 0,17702 por km em pista dupla, mas o valor final será definido a partir do resultado do leilão e das condições apresentadas pela vencedora. A EcoRodovias apresentou desconto de 19% na tarifa básica.

O certame, do Ministério dos Transportes, foi realizado na B3, em São Paulo. A EcoRodovias vai administrar um corredor de 734,9 quilômetros (km), cortando 24 municípios mineiros. O contrato deve ser assinado até 7 de julho, segundo cronograma do governo federal.

Quem disputou

Três grupos entregaram propostas para disputar a concessão. Além da empresa vencedora, participaram o fundo de investimento Atlas Rodovias, que ofereceu 18,90% de desconto e a Brasil Rodovias Fundo de Investimentos e Participações, que ofereceu 0,01%.

O leilão teve início com proposta de 13,5% pela EcoRodovias e de 13,7% pelo Fundo de Investimentos Atlas. E seguiu para a fase de lances.

As obras previstas no contrato

O valor global da concessão está dividido entre R$ 7,3 bilhões em investimentos e R$ 5,8 bilhões em custos operacionais. A carteira inclui intervenções voltadas à ampliação da capacidade e à segurança do trecho.

Entre as principais obras previstas estão 186,6 km de duplicações, 160 km de faixas adicionais e o contorno de Teófilo Otoni, com 16,9 km. O projeto também prevê 46 novas obras de infraestruturas complexas de engenharia, como pontes, viadutos e túneis, e a melhoria de outras 49 estruturas já existentes.

Segundo a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), a concessão deve ampliar em 48% a capacidade do trecho concedido. As obras estão previstas para começar a partir do terceiro ano do contrato e seguir até o décimo ano, conforme o cronograma da modelagem.

Atendimento e pedágio

Além das intervenções físicas, a futura concessionária terá de implantar estrutura permanente de atendimento ao usuário. Estão previstas 14 bases de serviços operacionais, atendimento médico e socorro mecânico, serviços de guincho, dois pontos de parada e descanso para caminhoneiros e conectividade ao longo da rodovia.

O corredor terá nove praças de pedágio, localizadas em Santa Cruz de Salinas, Salinas, Grão Mogol, Francisco Sá, Itambacuri, Catuji, Itaobim e Medina, além de um trecho próximo a Governador Valadares.

Desconto para o usuário

O modelo prevê Desconto ao Usuário Frequente (DUF), com possibilidade de redução média de até 25% para quem utiliza a rodovia com recorrência. Também está previsto desconto automático para veículos com TAG e isenção de pedágio para motocicletas.

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