A vigília ‘isolada’ de um deputado de Minas em frente ao hospital de Bolsonaro

Cristiano Caporezzo está em frente ao DF Star, na capital federal, a fim de buscar notícias sobre ex-presidente, operado hoje (25)
O deputado Cristiano Caporezzo
Caporezzo está em Brasília para acompanhar evolução clínica de Bolsonaro. Foto: Imagem cedida a O Fator

O deputado estadual Cristiano Caporezzo, do PL mineiro, decidiu realizar uma vigília em frente ao hospital em que o ex-presidente Jair Bolsonaro, do mesmo partido, está internado em Brasília (DF). Nesta quinta-feira (25), Bolsonaro passou por uma cirurgia para a correção de duas hérnias inguinais. A O Fator, Caporezzo disse ser o único parlamentar presente ao local.

Como a entrada na casa de saúde é restrita aos parentes do ex-chefe do Executivo, Caporezzo tem se informado, sobretudo, por meio de mensagens trocadas com familiares. Um dos nomes com quem ele conversa é o vereador Jair Renan, de Balneário Camboriú.

Jair Renan, aliás, ainda não chegou a Brasília para acompanhar a recuperação do pai. O aval para que os filhos pudessem acompanhá-lo no DF Star foi concedido nessa quarta-feira (24) pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). Na visão de Caporezzo, se a permissão tivesse sido dada antes, Renan já estaria na capital federal. 

“Ele tem demonstrado grande força e maturidade, apesar da idade dele. Ele tem o coração 100% voltado para o pai”, afirmou.

Pré-candidato ao Senado Federal, Caporezzo também nutre boa relação com o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP). 

Além das conversas com Jair Renan sobre o estado de saúde do ex-presidente, o deputado busca notícias com outras fontes ligadas à família. Segundo ele, a cirurgia relacionada às hérnias correu bem. A dúvida, agora, é quanto à realização de um procedimento para conter as crises de soluço, que vêm acometendo o ex-presidente inclusive na sala especial da Polícia Federal (PF) onde vive desde a prisão, no mês passado.

“Bolsonaro já acordou. A cirurgia foi um sucesso. Ele está consciente e a equipe médica, que em um primeiro momento cogitou fazer a cirurgia para resolver o problema do soluço, resolveu aguardar um pouco mais. É uma cirurgia mais delicada, que vai anestesiar um nervo”, pontuou.

Segundo Caporezzo, antes de bater o martelo sobre o tema, os médicos vão lançar mão de procedimentos conservadores.

“Não sendo possível, vão realizar essa nova cirurgia”, completou.

O integrante da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) diz ainda não ter definido quando deixará Brasília. Por ora, se reveza entre a portaria do hospital, para as orações, e a casa de um amigo, para necessidades como banhos.

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