Aliados políticos, o senador Cleitinho Azevedo, do Republicanos, e o deputado federal Euclydes Pettersen, presidente do partido em Minas Gerais, têm opiniões antagônicas sobre a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da Blindagem, aprovada em dois turnos pela Câmara dos Deputados nesta semana. Pettersen votou a favor do texto, enquanto Cleitinho foi à tribuna da Casa Alta do Congresso Nacional criticar a proposição.
O presidente do Republicanos é o principal fiador da pré-candidatura de Cleitinho ao governo mineiro. Juntos, eles têm participado de reuniões com outras legendas para tratar do tema.
“Vamos nos blindar, vossas excelências? Que medo é esse, vossas excelências? A população brasileira não aceita isso. Até quando a gente vai envergonhar o povo brasileiro? Quem não deve não tem que temer nada”, disse o senador.
Pettersen deu “sim” à PEC nos dois turnos de votação. A Câmara ainda precisa analisar destaques do texto antes de remetê-lo ao Senado. A proposta amplia o foro privilegiado, cria novas regras para a prisão de parlamentares e resgata o voto secreto em decisões sobre a manutenção da detenção em casos de flagrante por crimes inafiançáveis.
O Fator procurou a assessoria de Euclydes Pettersen para comentar o posicionamento de Cleitinho sobre a PEC da Blindagem. Ainda não houve resposta. O espaço segue aberto.
Como votou a bancada mineira?
Pettersen não foi voz isolada na bancada mineira quanto à PEC da Blindagem. Dos 53 deputados do estado, 39 votaram favoravelmente ao texto, com nove manifestações contrárias e quatro ausências. Na votação final, o número de votos favoráveis caiu para 37, enquanto os contrários subiram para 11, mantendo-se quatro ausências.
O deputado André Janones (Avante) não participou de nenhum dos turnos por estar suspenso do mandato até outubro.