Aliados de ex-secretário de BH na mira da PF vão deixar cargos

Nomes ligados a Bruno Barral serão exonerados de cargos na pasta de Educação
O ex-secretário de Educação de BH, Bruno Barral
O ex-secretário de Educação de BH, Bruno Barral. Foto: Instagram/Reprodução

A Prefeitura de Belo Horizonte (PBH) prepara exonerações de servidores indicados por Bruno Barral, que deixou a Secretaria Municipal de Educação nessa quinta-feira (3), após ser afastado do cargo por ordem do Supremo Tribunal Federal (STF) em meio a uma investigação sobre fraude em licitações. Segundo apurou O Fator, um nome certo na lista de saídas é o de Gabriel Saulo Rios Matos Sobrinho, subsecretário de Gestão Pedagógica.

Sobrinho foi trazido da Bahia por Barral para atuar em Belo Horizonte. Outros nomes vindos do estado do Nordeste, onde o ex-secretário de Educação fez carreira, também têm cargos na capital mineira.

Barral foi alvo, nessa quinta-feira (3), da terceira fase da Operação Overclean, da Polícia Federal (PF). As fraudes licitatórias apuradas teriam acontecido na Bahia. A suspeita é que o grupo envolvido no caso tenha arrecadado cerca de R$ 1,4 bilhão por meio de um esquema que envolver, além das licitações, o superfaturamento de obras. 

Gabriel Sobrinho e os outros servidores trazidos por Barral para Belo Horizonte, cabe ressaltar, não têm relação com a investigação.

Conversa com adjunto

Nessa quinta-feira, dia em que tomou posse como prefeito efetivo de BH, Álvaro Damião (União Brasil) teve, segundo relataram fontes do Executivo municipal, uma conversa com o secretário adjunto de Educação, Marcus Valério Figueiredo Clemente.

Clemente foi informado de que comandará interinamente o setor até a definição de um novo titular.

Bruno Barral foi uma indicação avalizada por ACM Neto, ex-prefeito de Salvador e um dos principais nomes do União Brasil. À ocasião da nomeação de Barral, União e PSD conversavam sobre o apoio à reeleição do prefeito Fuad Noman.

Nesta sexta, ao anunciar mudanças no secretariado, Damião foi perguntado sobre a possibilidade de manter a Secretaria de Educação sob o guarda-chuva do União, mas não cravou o futuro da pasta. 

“Não tem problema nenhum em a indicação ser de um ou outro partido e a gente fazer essas mudanças. Tenho certeza que, não só com o União, como com qualquer outro partido, não teremos problema nenhum. Eles sabem que o mais importante é escolher a pessoa que vai estar à frente de uma pasta para atender o povo de Belo Horizonte”, pontuou.

Foi repórter especial do caderno de Política do Estado de Minas. Trabalhou, também, na Rádio Itatiaia. Antes, militou no jornalismo esportivo, no Superesportes.

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