Entrou na agenda oficial da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) a audiência pública que vai debater a insuficiência dos repasses da União aos consórcios de Saúde, responsáveis pelos serviços de urgência e emergência em Minas e que podem entrar em greve em 700 cidades. Conforme revelou O Fator, o rombo é de R$ 54,8 milhões.
O encontro está marcado para as 10h da próxima quinta-feira (14) e será realizado a partir de um requerimento do deputado Doorgal Andrada.
Foram convidados o ministro da Saúde, Alexandre Padilha; o secretário de Estado de Saúde, Fábio Baccheretti; o procurador do Ministério Público de Contas (MPC), Glaydson Santo Soprani Massaria, que será representado pelo analista de controle externo do Tribunal de Contas do Estado (TCE); a presidente do Conselho Nacional de Secretários de Saúde, Tânia Mara Silva Coelho, e o presidente do Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde, Hisham Mohamad Hamida.
Segundo prefeitos que presidem os consórcios de Saúde, sem a regularização e o aumento dos repasses não é possível melhorar os salários dos trabalhadores, especialmente dos condutores socorristas, que recebem cerca de R$ 1,7 mil por mês.
De fora
Embora não tenham sido formalmente citados na pauta da audiência, os trabalhadores do Samu se organizam para encher o plenário, segundo a diretora do Sindicato dos Trabalhadores em Saúde no Estado de Minas Gerais (Sindsaúde-MG) e secretária-executiva da Mesa Estadual Permanente de Negociação do SUS-MG, Núbia Dias.
“Juiz de Fora confirmou um número significativo de trabalhadores. Barbacena, Governador Valadares, Divinópolis, Uberlândia, Belo Horizonte e outras cidades também estarão presentes”, afirma. De acordo com ela, as confirmações serão feitas na segunda-feira (11), após a determinação dos plantões.
Para dar mais visibilidade, os trabalhadores vão comparecer às galerias com blusa ou uniforme do Samu e faixa preta no braço.
Eles pleiteiam melhores salários e condições de trabalho. Os condutores socorristas pedem, ainda, inclusão no rol de profissões da Saúde pelo governo federal. Como não são reconhecidos legalmente como profissionais da saúde, eles ficam de fora de adicionais, gratificações e condições de aposentadoria diferenciadas.
Já a enfermagem reivindica pagamento do piso pelo governo estadual em dia. Segundo o sindicato, o repasse é enviado da União para o Estado, mas demora a chegar aos trabalhadores.