A Atlas Renewable Energy recebeu autorização da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) para iniciar a operação em teste de seis usinas fotovoltaicas (UFVs) no município de Paracatu, no Noroeste de Minas Gerais. Juntas, elas têm capacidade instalada para gerar 264 megawatts (MW) e fazem parte do Complexo Boa Sorte, que recebeu um aporte de R$ 1,1 bilhão.
Os recursos foram captados junto ao Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). As autorizações foram publicadas no Diário Oficial da União (DOU) na segunda-feira (18) e na terça-feira (19).
Cronograma
Na segunda-feira (18), foram liberadas as unidades Boa Sorte 9, Boa Sorte 10 e Boa Sorte 18, cada uma com 44,1 MW distribuídos em 40 painéis solares e inversores, somando 132 MW.
Um dia depois, na terça-feira (19), foi autorizada a entrada em teste das usinas Boa Sorte 12, Boa Sorte 13 e Boa Sorte 21, com as mesmas configurações técnicas.
Quando todas as etapas forem concluídas, o complexo fotovoltaico terá capacidade para abastecer o equivalente a 397,4 mil residências.
Para onde vai a energia
A planta, porém, possui um Power Purchase Agreement (PPA), como são chamados os contratos de fornecimento de longo prazo, para vender energia à Albras Alumínio. O acordo tem duração de 20 anos.
Instalado em uma área de 1.782 hectares (cerca de 1.782 campos de futebol), o Complexo Boa Sorte foi projetado atingir 438 megawatts-pico (MWp), que é o alcançado se todas as placas forem acionadas em capacidade máxima, e gerar aproximadamente 814 gigawatts-hora (GWh) por ano.
Arinos
Com sede na Flórida, nos Estados Unidos, e escritórios em toda a América Latina, a Atlas Renewable Energy tem investido alto em Minas Gerais. Em 28 de julho, o BNDES aprovou um financiamento de R$ 1 bilhão para a companhia construir 11 usinas fotovoltaicas em Arinos, no Noroeste de Minas Gerais. O aporte será destinado ao Complexo Solar Draco.
O empreendimento terá capacidade instalada de 579 MWp e foi projetado para atender à demanda industrial. Segundo a empresa, a energia gerada será suficiente para suprir o consumo ao equivalente a cerca de 569 mil residências.
A previsão é de que as obras criem aproximadamente 2,1 mil postos de trabalho durante a fase de implantação. A entrada em operação está prevista para o início de 2026.