Após recado de Lula, PT mineiro inicia pacificação de olho em 2026

Petistas se articulam para reeleger o presidente da República e convencer Pacheco a concorrer ao Palácio Tiradentes
Caberá à deputada Leninha, presidente eleita do PT mineiro, a tarefa de liderar a união das diferentes correntes internas do partido. Foto: Ramon Bitencourt / ALMG

O pedido do presidente Luiz Inácio Lula da Silva por pacificação entre as diferentes tendências internas do PT, feito no domingo (3), durante o congresso nacional da legenda, já começa a ter ecos em Minas Gerais. A nova direção do partido em solo mineiro, capitaneada pela deputada estadual Leninha, tenta aparar as arestas deixadas pelo processo eleitoral da sigla e busca, inclusive, uma reaproximação com o grupo do deputado federal Reginaldo Lopes, que tentou judicializar o pleito em busca de garantir a candidatura da também parlamentar Dandara Tonantzin.

Conforme O Fator apurou, diferentes alas do PT mineiro pretendem aproveitar uma reunião marcada para esta quarta-feira (6) para se aprofundar nas conversas pela reconstrução de pontes entre as alas da legenda. O encontro, organizado pela atual Executiva da sigla, liderada pelo deputado estadual Cristiano Silveira, também servirá para definir detalhes da posse de Leninha e da nova diretoria.

Uma informação já confirmada é que caberá aos grupos de Lopes e do também deputado federal Miguel Ângelo a tarefa de indicar o próximo tesoureiro do PT mineiro. Hoje, o cargo é ocupado por Alfredo Ramos, ex-vereador de Montes Claros (Norte) e aliado de Gleide Andrade, que comanda a tesouraria do diretório nacional.

“Depois dos recados que Lula deu para todos nós no encontro de domingo, eu creio que as coisas vão se encaixar. Tenho expectativa, que com o fim do PED (Processo Eleitoral Direto, sigla dada à eleição do PT), vamos inaugurar um novo ciclo para a composição com pessoas responsáveis, que sabem os desafios que temos”, diz Leninha, à reportagem.

Reginaldo Lopes também afirmou ter entendido a mensagem do presidente da República. Segundo ele, a tarefa agora é convencer o senador Rodrigo Pacheco (PSD) a disputar o governo do estado no ano que vem.

“O processo de eleição terminou e a minha construção é pela ampla unidade do partido, rumo à reeleição do presidente Lula e à vitória de Pacheco para governador”, pontua.

A declaração de Lula

Ao pregar união interna no PT, Lula não tratou diretamente do caso de Minas Gerais, cuja eleição precisou ser adiada em uma semana por causa do imbróglio judicial.

“O PT não pode ter essa divisão que está tendo agora. Essas tendências não são ideológicas. Não são políticas. São pessoais e têm que acabar”, disse o presidente da República.

Ampla divisão

Dandara Tonantzin, cabe lembrar, recorreu à Justiça porque as instâncias internas do PT impugnaram sua candidatura em razão de uma dívida partidária. A parlamentar, entretanto, acabou convencida a desistir da ação e deixou o pleito.

A disputa acabou marcada por uma ampla divisão interna da sigla, com trocas de acusações e até mesmo uma falsa carta atribuída ao deputado estadual Ricardo Campos, que chegou a colocar seu nome para a disputa, mas recuou e manifestou apoio a Leninha. Sem Campos e Dandara nas cédulas, a disputa foi completada pelo professor de História Juanito Vieira e pelo advogado Esdras Queiroz.

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