O secretário de Estado de Governo de Minas Gerais, Marcelo Aro (PP), recebeu uma sinalização positiva de lideranças de seu partido para, caso deseje, concorrer ao Senado pela federação União Progressista — aliança que será formada por União Brasil e PP. A costura, contudo, não garante, neste momento, o apoio automático da futura federação à candidatura de Mateus Simões (Novo) ao governo mineiro no ano que vem – o grupo também conversa outro pré-candidato ao Palácio Tiradentes, o senador Rodrigo Pacheco (PSD-MG).
Segundo interlocutores, a abertura do espaço para Aro foi debatida internamente no PP, mas os dirigentes ponderam que o apoio à chapa estadual será definido em negociações ainda em andamento, levando em conta o cenário político nacional e estadual. A União Progressista será um dos maiores blocos do Congresso Nacional, com tempo expressivo de TV, recursos para campanha e forte influência nos municípios mineiros, o que faz da aliança um dos elementos-chave para as disputas do próximo ano.
O destino da federação em Minas Gerais é alvo de intensa disputa entre dois grupos: o de Mateus Simões, vice-governador e nome apoiado por Romeu Zema (Novo) para sua sucessão, e o do senador Rodrigo Pacheco (PSD-MG), que conta com apoio do presidente do Congresso, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), e com um convite público do presidente nacional do PP, senador Ciro Nogueira (PP-PI), para filiação ao partido.
Pacheco mantém conversas com lideranças das duas siglas, mas aguarda a definição do cenário eleitoral nacional, especialmente quanto ao posicionamento do partido em relação à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que também defende sua candidatura ao governo mineiro.
Mateus Simões, por sua vez, tem feito articulações frequentes com Antonio Rueda, presidente do União Brasil e uma das principais lideranças da União Progressista. Na semana passada, ambos se encontraram nos Estados Unidos, durante viagem oficial para participação em eventos ligados à política e ao mercado brasileiro. Essas conversas refletem o esforço do grupo de Simões em ampliar sua base e garantir o apoio da federação à sua candidatura.