As cartas na manga de Alcolumbre para emplacar Pacheco no STF

Presidente do Senado quer parlamentar mineiro no Supremo, caso o ministro Luís Roberto Barroso se aposente antecipadamente
Alcolumbre e Pacheco são aliados desde o início dessa legislatura, em 2019. Foto: Agência Senado

O presidente do Senado Federal, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), fez chegar a interlocutores do governo Lula que pretende atuar ativamente pela indicação do senador Rodrigo Pacheco (PSD-MG) para uma vaga no Supremo Tribunal Federal (STF) caso o ministro Luís Roberto Barroso decida se aposentar antecipadamente, como vem sendo aventado.

Pelo que O Fator apurou, a “atuação ativa” de Alcolumbre, neste cenário, não ficaria restrita a somente articulações pela indicação de Pacheco, mas também até em uma possível retaliação caso Lula escolha outro nome.

Uma das possíveis retaliações seria segurar a indicação ao cargo até 2027. Por lei, os nomes indicados pelo presidente às Cortes superiores precisam passar por sabatinas e aprovação do Senado.

Além de Pacheco, outros nomes cotados para herdar a possível cadeira vaga de Barroso são o ministro da Advocacia-Geral da União (AGU), Jorge Messias, e o ministro do Tribunal de Contas da União (TCU), Bruno Dantas.

A propósito, por conta disso, emissários de Lula já atuam para convencer Barroso a se aposentar somente no final de 2026 – o que, assim, seguraria Pacheco para ser o candidato do petista ao governo de Minas.

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