Representantes do PSDB intensificaram, nos últimos dias, conversas com nomes cotados para disputar o governo de Minas Gerais. Depois de se reunir, no fim da semana passada, com o senador Rodrigo Pacheco (ainda filiado ao PSD), os tucanos abriram diálogo, nesta segunda-feira (2), com Gabriel Azevedo, pré-candidato do MDB.
A O Fator, o deputado federal Paulo Abi-Ackel, que é presidente do PSDB mineiro, pregou cautela, mas não descartou a possibilidade de se aliar a Gabriel. Segundo ele, o emedebista chegou a sugerir uma candidatura ao Senado Federal do deputado Aécio Neves, que comanda o diretório nacional do partido e também participou da conversa.
“Tivemos na última semana uma conversa com o senador Rodrigo Pacheco na mesma direção e, apesar de não haver nenhuma decisão de nossa parte, reconhecemos que existem afinidades grandes e históricas com o MDB. motivo pelo qual não descartamos essa possibilidade como inclusive, já vem ocorrendo em outros estados”, disse.
Aliados de Gabriel, por sua vez, ficaram animados com as tratativas junto aos tucanos. O ex-presidente da Câmara Municipal de Belo Horizonte (CMBH) ainda não estruturou a chapa e levou à mesa a alternativa de construção conjunta entre os partidos para preencher as candidaturas majoritárias de uma eventual coligação.
Procura do Republicanos
Pacheco e Gabriel não foram os únicos nomes associados à disputa pelo governo de Minas Gerais a conversar com Aécio e Abi-Ackel nos últimos dias. Na terça-feira (24), a dupla recebeu o presidente da Associação Mineira de Municípios (AMM) e prefeito de Patos de Minas, Luís Eduardo Falcão (Republicanos), para um bate-papo em Brasília (DF).
À ocasião, Falcão sondou os tucanos sobre a disposição de se aliar a uma candidatura própria do Republicanos na corrida pela sucessão de Romeu Zema (Novo). Embora o plano A do partido seja o senador Cleitinho Azevedo, o presidente da AMM aparece como opção para o caso de o parlamentar abrir mão da empreitada.
A resposta à consulta, no entanto, foi evasiva. Os representantes do PSDB explicaram que ainda não bateram o martelo sobre os rumos que tomarão na disputa eleitoral.
MDB é peça-chave na equação
Apesar da conversa com o PSDB, Rodrigo Pacheco ainda não crava se entrará ou não no páreo eleitoral. A candidatura do senador é desejada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que quer tê-lo como palanque em Minas.
Como O Fator mostrou mais cedo, a direção nacional petista é parcimoniosa quanto a um eventual ingresso de Pacheco no MDB, partido cotado para recebê-lo em caso de candidatura. A avaliação é de que a sigla, ao menos neste momento, mantém de pé o compromisso com Gabriel.
Além do MDB, o leque de opções tem o União Brasil, que recentemente passou a ser comandado pelo deputado federal Rodrigo de Castro, aliado de Pacheco. A despeito da indefinição partidária, o grupo de Lula espera que a resposta do ex-presidente do Congresso Nacional seja dada ainda no início deste mês.
Gabriel e Pacheco, a propósito, vão se reunir na quarta-feira (4). Acompanhados dos deputados federais Baleia Rossi e Newton Cardoso Júnior, que presidem, respectivamente, os diretórios nacional e estadual do MDB, eles tratarão das chapas legislativas do partido, que, assim como o União, também podem acomodar componentes do grupo político do senador.
