As novas reivindicações de auditores fiscais de Minas ao governo Zema

Sindicatos pleiteiam questões como a confecção de lei orgânica para a categoria e a reestruturação de bases remuneratórias
Auditores fiscais de Minas realizaram seminário nesta semana
Auditores fiscais de Minas realizaram seminário nesta semana. Foto: Élcio Paraíso

Auditores fiscais de Minas Gerais preparam o envio de uma carta com nove propostas à Secretaria de Estado de Fazenda (SEF). O texto, que ficou pronto nesta sexta-feira (5), reivindica questões como a instituição de uma lei orgânica para reger a administração tributária, a reestruturação das bases remuneratórias da carreira e a defesa, perante o governo federal, de um modelo de governança sobre o Imposto de Bens e Serviços (IBS), que passará a valer por causa da reforma tributária.

As propostas foram definidas após um seminário da categoria em Belo Horizonte. Ao pleitear a criação da chamada Lei Orgânica da Administração Tributária (LOAT), o Sindicato dos Auditores Fiscais da Receita Estadual de Minas Gerais (Sindifisco) e a Associação dos Funcionários Fiscais de Minas Gerais (Affemg), que assinam o documento, dizem que o arcabouço serviria para definir, de forma clara, as competências privativas dos auditores.

A LOAT, apontam, serviria para impedir a “invasão de atribuições por outras carreiras e protegendo a função fiscal de pressões políticas ou outros arranjos que possam fragilizá-la”.

Já o pleito por um modelo de governança a respeito do IBS nasceu da percepção de que é preciso garantir que a reforma tributária não ocasione perda de autonomia federativa. O novo imposto substituirá o Imposto Sobre Circulação de Mercadorias e Serviços, de natureza estadual (ICMS), e o Imposto Sobre Serviços (ISS), de competência municipal. 

Pelas regras da reforma, o IBS será gerido por um comitê com a participação de indicados de estados e de municípios.

“É uma transição complexa, que exige clareza sobre papéis, responsabilidades e, principalmente, sobre como proteger a arrecadação estadual e os serviços públicos financiados por ela”, diz Matias Bakir, presidente do Sindifisco.

Os outro sete pontos da carta são os seguintes:

  • Criação e implementação do Fundo Estratégico de Administração Tributária e Modernização da SEF/MG;
  • Transformação do setor de gestão de pessoas da SEF/MG em “órgão estratégico”;
  • Adoção de tecnologias de integração de dados e sistemas dos contribuintes;
  • Reestruturação das bases remuneratórias da carreira dos auditores;
  • Realização de concursos periódicos e reposição contínua dos servidores que deixam a carreira;
  • Adoção de estratégia para interlocução permanente entre o fisco, a sociedade e o Legislativo.

Na carta, Sindifisco e Affemg afirmam que as propostas servem para “fortalecer a administração tributária” e “defender a autonomia federativa”.

“O novo ambiente institucional inaugurado pela Reforma Tributária, a emergência da Administração Tributária 3.0, as rápidas transformações da economia digital e a necessidade de sólida autonomia federativa exigem a formulação de uma política pública de Estado para a Administração Tributária, moderna, robusta e tecnicamente qualificada, que promova estabilidade institucional. Esta carta sintetiza medidas essenciais para assegurar justiça fiscal, sustentabilidade financeira, eficiência arrecadatória e fortalecimento da Administração Tributária mineira”, apontam as entidades.

O Fator procurou a Secretaria de Estado de Fazenda para comentar a carta dos auditores. Não houve retorno até o fechamento deste texto. O espaço segue aberto.

Foi repórter especial do caderno de Política do Estado de Minas. Trabalhou, também, na Rádio Itatiaia. Antes, militou no jornalismo esportivo, no Superesportes.

Foi repórter especial do caderno de Política do Estado de Minas. Trabalhou, também, na Rádio Itatiaia. Antes, militou no jornalismo esportivo, no Superesportes.

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