Nenhum deputado mineiro está presente à audiência pública da Comissão de Minas de Energia, nesta terça (23), com o tema “Cenário público da mineração no Brasil”.
Fazem parte da comissão 16 deputados federais de Minas, entre titulares e suplentes. Nenhum compareceu.
Registraram presença hoje: Antônia Lúcia (Republicanos-AM), Bebeto (PP-RJ), Benes Leocádio (União-RN), Carlos Gaguim (União-TO), Danilo Forte (União-CE), Fausto Santos Jr. (União-AM), General Pazuello (PL-RJ), Hugo Leal (PSD-RJ), Keniston Braga (MDB-PA; autor do requerimento da audiência) e Max Lemos (PDT-RJ).
Um dos palestrantes hoje foi Marco Antônio Lage (PSB), prefeito de Itabira e presidente da Associação dos Municípios Mineradores de Minas Gerais e do Brasil.
Lage atribuiu a falta de água que a cidade vive hoje à mineração. Também disse que o custo de vida nas cidades minerárias é maior, e destacou os problemas de saúde relacionados à mineração.
Em seguida, Lage falou da Operação Rejeito.
“Esse absurdo de corrupção bilionária na mineração clandestina no Brasil, que avança cada vez mais (…) e [a] sonegação das empresas formais. Nós temos problemas no formal e no informal”.
O prefeito concluiu: “Que esse novo ciclo da mineração no país, que nasce fortemente com as terras raras, com os minerais críticos, não repita o entreguismo que marca a mineração do país nessas últimas décadas. Itabira, tô trazendo sempre o exemplo de Itabira, como grande exemplo do que não deve ser feito”.
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