Café encerra agosto com preços em alta no interior de Minas

Procura pelo produto em outros mercados internacionais e efeitos do clima estão entre os fatores que interferiram na valorização
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Estudos apontam que produção nacional em 2025 será menor que em anos anteriores. Foto: Agência Brasil

O preço do café arábico vendido por produtores do Leste e do Sul de Minas Gerais vai encerrar agosto em alta. As sacas, que no início do mês eram comercializadas por cerca de R$ 2,2 mil, agora chegam a ultrapassar os R$ 2,4 mil. Os números foram confirmados a O Fator por cafeicultores das duas regiões.

Em vigor desde o dia 7, o tarifaço decretado pelo presidente presidente dos Estados Unidos da América (EUA), Donald Trump, não é a principal justificativa para a subida dos preços.

Pesam para a valorização os efeitos do clima, que fizeram a produção nacional diminuir em relação a anos anteriores, a maior procura por parte dos mercados chinês e europeu e o vencimento dos contratos firmados no âmbito do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf).

“A maioria dos cafeicultores que tomam empréstimos ou compram insumos junto ao Pronaf escolhem as primeiras semanas de agosto para começar a quitar os débitos, já que o período mais forte da colheita ocorre entre os meses de abril e julho. Por isso, quem segurou a produção começa a vender o café mais caro a partir de agora”, diz Marcos Oliveira, produtor do município de Pedra Bonita, no Leste mineiro.

Situação parecida ocorre no Sul do estado. Segundo Hercílio Franco, cafeicultor há mais de 30 anos em Campestre e diretor do polo da Federação dos Trabalhadores na Agricultura do Estado de Minas Gerais (Fetaemg) na região, nas duas últimas semanas o preço da saca vem superando os R$ 2,4 mil.

Quarenta milhões de sacas

As estimativas mais recentes da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) dão conta de que a produção de café no Brasil em 2025 deve atingir a marca de 40 milhões de sacas, número significativamente menor do que as 63 milhões de sacas embaladas em 2020.

Em Minas Gerais, maior produtor de café arábica do país, a previsão é de uma colheita de 25 milhões de sacas.

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