A CCJ da Câmara acaba de confirmar a cassação de Glauber Braga (PSOL-RJ) por 44 x 22.
A decisão final será do plenário da Câmara, que só vai votar se o presidente Hugo Motta pautar. Motta nunca pautou a cassação de Chiquinho Brazão, cassado na quinta passada (24) por ato unilateral da Mesa Diretora – por faltar ao serviço.
No começo deste mês o Conselho de Ética havia aprovado a cassação de Glauber por 13 x 5 por expulsar e agredir um militante do Movimento Brasil Livre (MBL) nas dependências da Câmara. O episódio foi em abril de 2024, e gravado em vídeo.
Foi o partido Novo que entrou com representação pedindo “a sanção cabível”, sem especificar a gravidade da punição a Glauber.
O deputado federal Paulo Magalhães (PSD-BA), relator da representação no Conselho de Ética, foi quem pediu a cassação do colega.
Em vário trechos do texto, Magalhães buscou defender Arthur Lira de críticas e xingamentos de Glauber.
Glauber acusou Lira várias vezes de interferir no processo. Na semana passada, disse que “todo mundo sabe que é ele [Lira] que está movimentando esse processo”.
Glauber recorreu à CCJ para manter o mandato, mas o relator, Alex Manente (Cidadania-SP), redigiu parecer contra o recurso.
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