Cemig anuncia investimento bilionário até 2030

Orçamento para 2026 já está aprovado; o restante ainda pode receber ajustes, caso haja necessidade
Todos os segmentos da Cemig serão contemplados com os investimentos. Foto: Glênio Campregher / Cemig

A Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig) anunciou um plano de investimentos de R$ 44 bilhões para o ciclo de 2026 a 2030, com previsão de aporte de cerca de R$ 6,7 bilhões já em 2026. 

O plano foi autorizado pelo Conselho de Administração e divulgado em Fato Relevante na sexta-feira (12), após o fechamento do mercado. Os investimentos integram o Planejamento Estratégico e o Plano Plurianual da companhia.

O orçamento de 2026 já está aprovado, enquanto os valores previstos para os anos seguintes poderão ser ajustados conforme as condições de mercado e dependerão de novas deliberações do Conselho de Administração.

Os recursos, segundo a Cemig, serão direcionados principalmente na preparação da empresa para a transição energética e para a abertura total do mercado de energia, que vai aumentar a competitividade do setor.

Agenda para 2026

Do total previsto para 2026, a maior parcela será destinada ao segmento de distribuição, com R$ 5,3 bilhões concentrados. 

Na área de transmissão, o plano prevê investimentos da ordem de R$ 632 milhões em 2026, voltados à ampliação e ao reforço da malha existente. 

Já o segmento de geração centralizada deve receber aproximadamente R$ 197 milhões no primeiro ano do ciclo, enquanto a geração distribuída contará com cerca de R$ 375 milhões, alinhada à expansão de fontes renováveis e à diversificação da matriz.

Gás natural e tecnologia 

O plano também contempla aportes em gás natural, com previsão de R$ 227 milhões em 2026, além de investimentos menores em outras frentes, incluindo tecnologia da informação, inovação e novas soluções digitais, que somam cerca de R$ 25 milhões no primeiro ano. 

De acordo com a companhia, esses investimentos transversais são considerados estratégicos para apoiar a modernização operacional e a eficiência dos negócios.

No fato relevante, a Cemig destaca que o plano está alinhado à estratégia de desinvestimentos em ativos considerados não essenciais, ganhos de eficiência e concentração de esforços no mercado mineiro. 

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