O senador Cleitinho Azevedo (Republicanos) pediu a interlocutores políticos, nesta terça-feira (3), uma pausa nas conversas sobre a possibilidade de disputar o governo de Minas Gerais. Segundo ele, a prioridade por ora é a saúde do irmão caçula, Matheus, que foi diagnosticado com leucemia.
A paralisação nas articulações acontece em meio à recente aproximação do senador com o presidente da Associação Mineira de Municípios (AMM) e prefeito de Patos de Minas (Alto Paranaíba), Luís Eduardo Falcão (sem partido). Eles estiveram juntos no fim de semana passado e têm travado conversas sobre uma eventual aliança.
“Só peço às pessoas, ao pessoal político, principalmente à imprensa, que me dê um tempo sobre essa questão de campanha política agora, de candidatura ao governo. Não quero falar sobre isso agora. Quero, agora, só cuidar do meu irmão e poder ajudar minha mãe”, disse Cleitinho, da tribuna do plenário do Senado Federal.
É a segunda vez que Matheus recebe o diagnóstico de leucemia. Na primeira ocasião, há 18 anos, Cleitinho doou a medula óssea.
“De dois meses para cá, o pé dele começou a inchar de novo e a gente começou a ficar preocupado com a situação. Hoje, veio a notícia de que a leucemia dele voltou, essa desgraça de doença”, relatou o parlamentar, que ressaltou crer na cura do irmão.
Cenário indefinido
Cleitinho ainda não bateu o martelo sobre a participação na corrida pela sucessão de Romeu Zema (Novo). Nos últimos meses, o parlamentar abriu conversas com diversos nomes envolvidos no páreo, como os pré-candidatos Gabriel Azevedo (MDB) e Mateus Simões (PSD).
A aproximação a Simões, aliás, pode ganhar novos contornos por meio do irmão do senador, Gleidson Azevedo, prefeito de Divinópolis, no Centro-Oeste mineiro. O Novo, partido de Gleidson, se fia em um acordo firmado à época da mudança do vice-governador para o PSD, em novembro, e diz ter a prerrogativa de indicar o outro nome da chapa que concorrerá ao Executivo. Nesse cenário, o divinopolitano aparece como opção.
Conforme revelou O Fator, aliados de Simões avaliam positivamente a possibilidade de Gleidson ser o candidato a vice. A costura, no entanto, só avançará se Cleitinho sinalizar que não encabeçará chapa própria.
