Um pequeno investidor teve lucro líquido de 15% ao comprar CDBs do Banco Master no ano passado e receber neste mês via FGC.
O FGC não ressarce apenas o valor investido, e sim o valor mais os rendimentos contratados até a data da liquidação do banco – desde que o total não passe de R$ 250 mil.
Esse investidor comprou dois CDBs do Master em 15 de maio, com rendimentos prometidos superiores a IPCA + 12% até março de 2027. Para efeitos comparativos, o Tesouro Direto oferece hoje um título IPCA + 7,61% com vencimento em maio de 2029.
O Master, obviamente, não pagou o prometido, já que foi liquidado pelo Banco Central em novembro.
Mas o FGC bancou a conta.
O investidor colocou ao todo pouco mais de R$ 51,3 mil somando os dois CDBs.
Recebeu do FGC, neste mês, pouco mais de R$ 59 mil.
O valor é líquido, com o Imposto de Renda já descontado. O lucro foi de pouco mais de 15%, ou de R$ 7.740 na conta.
Pela calculadora oficial do Banco Central, o rendimento corresponde a cerca de 146% do CDI, já levando em conta que o dinheiro ficou parado dois meses (de novembro, com a liquidação do Master, a meados de janeiro, quando o FGC fez o reembolso).
Novamente para efeitos de comparação, uma corretora hoje está oferecendo títulos de renda fixa próximos a 100% do CDI, e de no máximo 106%. Algumas instituições financeiras chegam a anunciar rendimentos de 120% do CDI.
Graças ao FGC – bancado por clientes de todos os bancos, inclusive os públicos como Caixa e Banco do Brasil – os CDBs do Master renderam lucro para muita gente.
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