O entorno de Mateus Simões (Novo) acredita que a aposentadoria do ministro Luís Roberto Barroso do Supremo Tribunal Federal (PSD), anunciada nessa quinta-feira (9), pode apressar a ida do vice-governador de Minas Gerais para o PSD. A percepção é que a decisão de Barroso dará velocidade aos próximos movimentos do senador Rodrigo Pacheco, que está nos quadros pessedistas e, embora mire uma vaga no Supremo, é o nome do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para concorrer ao Palácio Tiradentes.
Como O Fator já mostrou, aliados de Pacheco entendem que o vácuo deixado por Barroso fará com que o senador não tenha mais margem para adiar a batida de martelo quanto a seu futuro.
É nesse ponto da equação que, para interlocutores de Simões, o vice-governador entra. Se Lula decidir pela indicação do senador ao STF, o caminho para a iminente mudança de partido fica livre. Ainda assim, em caso contrário, Pacheco poderia acelerar a busca por uma filiação a outra legenda, mais próxima à base governista federal, como PSB e MDB, o que também abriria espaço para Simões.
A avaliação, contudo, não é consenso. No PSD, filiados simpáticos à chegada de Simões acreditam que a abertura de uma vaga no STF não mexe, por ora, no tabuleiro mineiro. Os pessedistas do estado, porém, ressaltam a torcida pela indicação do senador, pois avaliam como positiva a chegada de um representante de Minas na Corte.
Semana agitada
Tratada como fato quase consumado, a migração de Simões para o PSD foi uma das pautas de reunião entre o governador Romeu Zema (Novo) e o presidente nacional pessedista, Gilberto Kassab, nesta semana, em Belo Horizonte.
Um dia após o encontro, ocorrido na terça-feira (7), Zema chegou a sinalizar que a transferência partidária deve ser efetivada ainda em outubro.
A construção de momento é para que, caso a filiação de Simões ao PSD se concretize, o Novo tenha um espaço, ainda não definido, na chapa que o vice-governador liderará em 2026.
