Como gesto de Zema a deputado estadual selou a permanência de Gleidson Azevedo no Novo

Ato de doação do hospital de Divinópolis à UFSJ pavimenta caminho para que prefeito do Centro-Oeste dispute vaga na Câmara
Gleidson Azevedo é filiado ao Novo desde 2023. Foto: Dirceu Aurélio / Imprensa MG

A sanção da lei que autorizou a doação do Hospital Regional de Divinópolis à Universidade Federal de São João del Rei (UFSJ) serviu de palco para o gesto que selou a permanência de Gleidson Azevedo no Novo. Ao assinar o texto exclusivamente ao lado do deputado estadual Eduardo Azevedo (PL), irmão de Gleidson, o governador Romeu Zema (Novo) enviou o recado político que encerra as especulações sobre a saída de prefeito de Divinópolis da legenda. 

A permanência na sigla foi confirmada a O Fator pelo próprio chefe do Executivo e pelo presidente estadual do partido, Christopher Laguna.

A Lei foi sancionada na segunda-feira (12) e publicada no Diário Oficial de terça-feira (13). 

O movimento é um cálculo estratégico para as eleições de 2026. A expectativa é a de que Gleidson Azevedo, irmão gêmeo do senador Cleitinho (Republicanos), concorra a uma vaga na Câmara dos Deputados pela legenda de Zema. 

Participação exclusiva

Filiado ao PL, partido que tem estreitado laços com o vice-governador e pré-candidato à sucessão estadual, Mateus Simões (Novo), Eduardo Azevedo foi o único parlamentar presente no ato que formalizou a doação do hospital à UFSJ.

A exclusividade do registro oficial chamou a atenção pela ausência da autora do projeto de lei, a deputada Lohanna França (PV). O Executivo não explicou o motivo da omissão da parlamentar de oposição na agenda, mas afirmou que a Lei foi assinada “durante reunião com o deputado estadual Eduardo Azevedo”. 

O que diz a nova Lei

A nova legislação autoriza a transferência da posse da unidade para a universidade federal, que repassará a gestão para a Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh).

A unidade possui 202 leitos e deve atender uma região com mais de um milhão de moradores. 

As obras foram retomadas em 2023, após sete anos de interrupção, com R$ 40 milhões provenientes do acordo de reparação da tragédia de Brumadinho. O governo aposta na federalização para viabilizar a fase final de estruturação e a entrada em operação da unidade.

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