Consórcio de prefeituras da Grande BH vai gerir o Hospital Amélia Lins

Consórcio de municípios venceu concorrência aberta pelo governo de Minas para administrar casa de saúde na capital
O Hospital Maria Amélia Lins, em BH.
O Hospital Maria Amélia Lins, em BH. Foto: Fhemig/Divulgação

A gestão do Hospital Maria Amélia Lins, na Região Leste de Belo Horizonte, será repassada a um consórcio formado por prefeituras da Região Metropolitana. A informação foi confirmada a O Fator por fontes a par do desenrolar do edital publicado para escolher uma administradora para a casa de saúde. O resultado da concorrência será oficializado nesta quarta-feira (2). O consórcio que vai liderar a nova administração é o Icismep, cuja sede administrativa está na cidade de São Joaquim de Bicas.

O edital foi aberto para consórcios públicos e instituições filantrópicas sem fins lucrativos. A cessão da gestão do Amélia Lins foi decidida pela Fundação Hospitalar de Minas Gerais (Fhemig) como forma de driblar problemas que se abateram recentemente sobre o hospital. No fim do ano passado, o bloco cirúrgico da unidade chegou a ser fechado.

Ainda conforme apurou a reportagem, o entendimento é que a vitória de um consórcio formado por prefeitos mantém o hospital como uma entidade de gestão pública. Atualmente, o Icismep cuida do Hospital 272 Joias, em Igarapé. O nome da casa de saúde é uma homenagem às vítimas do rompimento da barragem da Vale em Brumadinho, em 2019.

O edital de cessão do Amélia Lins foi publicado pelo governador Romeu Zema (Novo) no mês passado. A abertura da concorrência gerou protestos, inclusive, de servidores do hospital.

A deputada Beatriz Cerqueira (PT) solicitou à Fhemig a impugnação do pregão, afirmando que as cláusulas estabelecidas pelo poder Executivo estadual não conseguiram demonstrar a“economicidade, viabilidade e vantagem” da terceirização.

As alegações, entretanto, foram rejeitadas pela fundação.

“Após realizadas meticulosas análises pela Comissão Julgadora para cada um dos diversos pontos trazidos no pedido de impugnação em tela, por compreender que o Edital FHEMIG/HMAL nº 01/2025 respeita e valoriza os princípios democráticos, inclusive ao promover uma seleção pública mediante edital de chamamento público quando a legislação permite dispensar; bem como por ter demonstrado as vantajosidades econômicas, administrativas e sociais, tanto pela atuação de um novo hospital na rede SUS em Belo Horizonte, oportunizando mais acesso da população às cirurgias eletivas, como pelo ganho de eficiência no HJXXIII (Hospital João XIII), tornando o Hospital mais resolutivo e ágil; foram indeferidos justificadamente cada um dos pedidos ora apresentados”, lê-se em uma fração do parecer publicado por uma comissão formada pela Fhemig para analisar o pedido de suspensão do edital.

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