Consumidor de BH confia nas finanças pessoais, mas está pessimista com a situação econômica do Brasil

Índice que mede confiança subiu 8,32% nos últimos 12 meses, mas acumula queda de 2,89% em 2025; belo-horizontino planeja compras
O índice mostra que a percepção da situação financeira da família em relação ao passado aumentou 5,23% em agosto. Foto: Valter Campanato/Agência Brasil

O consumidor de Belo Horizonte está mais otimista com a própria renda e menos com a situação econômica do país. É o que revela o Índice de Confiança do Consumidor de Belo Horizonte (ICC-BH), divulgado pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas e Administrativas de Minas Gerais (Ipead), da UFMG, na quinta-feira (28). O índice geral teve um leve avanço de 0,41% em agosto e elevação de 8,32% nos últimos 12 meses.

Apesar da alta, o ICC-BH atingiu 42,35 em uma escala de 0 a 100 e segue abaixo dos 50 pontos, que separa o otimismo do pessimismo. Além disso, já apresenta queda de 2,89% em 2025.

A elevação da Confiança do Consumidor em agosto é impulsionada pela percepção sobre a situação financeira das próprias famílias. O índice de “Expectativa Financeira da Família” subiu 3,69%, a percepção da “Situação Financeira da Família em Relação ao Passado” aumentou 5,23% e a forma como o consumidor avalia a “Situação Financeira da Família Atual” escalou 3,79%. Como reflexo, a Pretensão de Compra teve um acréscimo de 1,53%.

Em contrapartida, a confiança na economia do país apresentou queda quando comparada com o mês anterior. A percepção sobre a “Inflação” teve a maior piora, com um recuo de 4,97%. A visão sobre a “Situação Econômica do País” também declinou 3,53% e a confiança no “Emprego” retrocedeu 2,53%. 

Esses fatores contribuíram para que o Índice de “Expectativa Econômica do País” retrocedesse 3,39% no mês. 

Compras

A pesquisa também detalha as expectativas de consumo. As intenções de compra mais citadas para os próximos três meses são para Vestuário e Calçados (15,93%), Veículos (10,18%) e Turismo (9,73%).

Há uma distinção clara entre os gêneros, com as mulheres apresentando uma propensão maior a comprar (75,67%) em comparação com os homens (71,18%). Enquanto o público feminino direciona seus desejos para Vestuário e Calçados, Turismo e Eletrodomésticos, os homens citam mais Vestuário e Calçados, Veículos e Móveis.

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