A formalização da federação União Progressista, formada por União Brasil e PP, possui um capítulo a parte em Minas Gerais. O apoio da federação na eleição para o governo do estado é disputado pelos grupos políticos do senador Rodrigo Pacheco (PSD) e do vice-governador Mateus Simões (Novo). Simões é o nome desejado por Romeu Zema (Novo) para sucedê-lo, enquanto o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) defende a candidatura de Pacheco.
Pelo que O Fator apurou, reuniões para tratar da União Progressista em Minas aconteceram nesta semana. Uma definição pode sair em breve.
Pacheco tem apoio do presidente do Congresso, o senador Davi Alcolumbre (União-AP), e convite formal do senador Ciro Nogueira (PP-PI), presidente nacional do PP, para se filiar. Ele mantém conversas com lideranças da legenda, mas aguarda uma definição mais ampla sobre o cenário nacional de 2026 – será decisivo, por exemplo, saber se o partido caminhará pela reeleição de Lula a presidente.
Já as conversas de Mateus Simões com o União Progressista são tocadas principalmente pelo secretário de Estado de Governo, Marcelo Aro (PP). Ex-presidente do PP em Minas, Aro tem boa relação com lideranças da legenda em Brasília (DF) e atua no tema para fortalecer a campanha de Mateus ao governo. O secretário é cotado para ser candidato a senador na chapa.
A União Progressista é considerada um dos elementos decisivos para a eleição do ano que vem, uma vez que se tornará um dos maiores partidos do Congresso – resultando em muito tempo de propaganda eleitoral na televisão e rádio, recursos para a campanha e aliados políticos pelo interior.