Definição do PL ao Senado por Minas deve entrar no radar de encontro em Brasília

Com a atenção voltada ao projeto de anistia, a definição do escolhido em MG segue de pé, mas fora do centro da mesa
O presidente do PL em Minas, Domingos Sávio, e o dirigente nacional da sigla, Valdemar da Costa Neto. Foto: Beto Barata/ PL

Uma reunião marcada para esta segunda-feira (24), em Brasília, para alinhar a estratégia em torno do projeto de anistia aos envolvidos nos atos de 8 de janeiro pode abrir espaço para uma conversa final sobre o nome que disputará o Senado pelo PL em Minas Gerais. O anúncio do escolhido estava previsto para novembro, mas a prisão preventiva do ex-presidente Jair Bolsonaro, no sábado (22), redesenhou o calendário e tornou o tema mais sensível na sigla.

Participam do encontro o presidente nacional do PL, Valdemar da Costa Neto, o senador, porta-voz e filho do ex-presidente, Flávio Bolsonaro, o dirigente estadual e deputado federal Domingos Sávio e outros nomes da bancada federal. 

O grupo vai concentrar a discussão na repercussão da prisão e na tentativa de acelerar a votação do projeto de anistia, “prioridade absoluta no momento”, segundo um interlocutor. Mesmo assim, dirigentes reconhecem que a escolha do pré-candidato ao Senado ronda o ambiente e o assunto pode surgir de forma lateral. Há preocupação com o acúmulo de nomes e com o risco de o atraso prejudicar a montagem da chapa de 2026. 

O PL trabalha hoje com seis pré-candidatos mineiros: Domingos Sávio, Cristiano Caporezzo, Eros Biondini, Maurício do Vôlei, o vereador Vile dos Santos e o influenciador Marco Antônio Costa, o “Superman”.

Até a prisão, Bolsonaro conduzia pessoalmente a estratégia no estado, desde a avaliação sobre quem poderia ter maior densidade eleitoral à Casa Alta do Congresso, até a discussão de um possível bloco conservador em Minas, envolvendo Mateus Simões (PSD) ou Cleitinho (Republicanos). A cúpula do PL avalia agora como retomar esse processo em meio à crise.

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