Os deputados do PL que participaram da ocupação da Mesa Diretora da Câmara dos Deputados articulam uma estratégia para pressionar o presidente da Casa, Hugo Motta (Republicanos), a aplicar apenas advertências brandas. A ideia é evitar que um grupo restrito de parlamentares recebam punições mais fortes, como suspensões.
Pelo que O Fator apurou, a bancada do PL decidiu reivindicar que eventuais sanções sejam iguais para todos os envolvidos. A aposta é que Motta pode optar por uma punição uniforme para evitar ampliar os desgastes com os pares.
A lista de parlamentares passíveis de punição chega a 63 nomes. O grupo “alugou” o plenário da Câmara para protestar contra a prisão domiciliar do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e reivindicar anistia aos condenados pelos atos de 8 de janeiro.
Junio Amaral (PL-MG) é um dos que está na mira. Segundo ele, nenhum dos colegas que participaram do revezamento para viabilizar a obstrução aceitará sanções isoladas.
“Não vamos aceitar que dois, três ou até cinco sejam punidos. Se tiver que punir, tem que punir todos que participaram”, disse.
Também participaram do revezamento os deputados mineiros Nikolas Ferreira (PL) e Dr. Frederico (PRD).
A reunião que definirá quem será punido e quais sanções serão aplicadas está prevista para esta sexta-feira (8).
Além da conduta de parlamentares da oposição que impediram a chegada de Hugo Motta à Mesa Diretora, também será avaliado o comportamento dos que acamparam no local durante os dias de obstrução.
