Embora articulações em cursos tentem demover o deputado estadual Ricardo Campos de concorrer à presidência do PT em Minas Gerais, uma falsa carta sobre o assunto, atribuída ao parlamentar, circulou em aplicativos de mensagens de texto nesta sexta-feira (30). Contatada por O Fator, a assessoria de Campos negou que ele seja o autor do manifesto e condenou a iniciativa.
O falso documento não cita quem Campos apoiaria após a desistência do pleito. Como a reportagem vem mostrando nesta semana, aliados do deputado estadual defendem que ele retire a candidatura para apoiar a vice-presidente da Assembleia Legislativa, Leninha Alves. O martelo, conforme a equipe de Campos, não foi batido.
Embora o parlamentar ainda mantenha a candidatura, alguns de seus aliados já desembarcaram da chapa. É o caso do chamado “Movimento PT”, grupo que conta com nomes como o vereador belo-horizontino Pedro Rousseff e o mineiro Romênio Pereira, candidato à presidência nacional da sigla.
Em entrevista nesta sexta, o grupo de Rousseff anunciou a adesão à chapa da deputada federal Dandara Tonantzin, que concorre com o apoio do deputado estadual Cristiano Silveira, atual presidente do partido, que não tentará a reeleição.
Debates em pauta
Neste momento, além de Dandara, Leninha e Campos, são candidatos ao comando do PT mineiro o professor de História Juanito Vieira e o advogado Esdras Queiroz..
Embora as articulações para a formação de novas alianças ainda agitem os bastidores do partido, a legenda definiu que seguirá modelo adotado pela Executiva nacional e fará debates com candidatos à presidência do diretório estadual. Os encontros acontecerão em junho e julho.
A rodada de debates começará no próximo dia 16, em Juiz de Fora, na Zona da Mata. No dia 23, será a vez da norte-mineira Montes Claros. Em 27 de maio, a sede será Belo Horizonte. O último evento, em 3 de julho, três dias antes da eleição, acontecerá em Ipatinga, no Vale do Aço.
