A ministra dos Direitos Humanos e da Cidadania, Macaé Evaristo, e o ex-governador de Minas Gerais, Fernando Pimentel, hoje dirigente de uma estatal do governo Lula, não poderão votar nas eleições internas do PT, marcadas para o próximo domingo (6). Os dois estão inadimplentes com as obrigações financeiras com o partido, de acordo com consulta feita por O Fator à base de dados da legenda.
O regimento da eleição interna impede a participação de filiados que, mesmo ocupando cargos no Executivo, estejam com dívidas. Pimentel se encaixa na regra por ser o atual presidente da Empresa Gestora de Ativos (Emgea), estatal do governo Lula.
De acordo com a secretaria de Organização do PT-MG, “os filiados que ocupam cargo eletivo, de confiança, ou que integrem a direção do partido não podem votar se estiverem inadimplentes”. A informação foi confirmada pelo presidente do estadual da sigla, Cristiano Silveira.
Macaé Evaristo é uma das apoiadoras da candidatura da deputada estadual Leninha para a presidência estadual do PT. Ela também está no arco de alianças do sindicalista Robson da Silva, o Robson dos Correios, que concorre ao comando do PT de Belo Horizonte.
Fernando Pimentel não anunciou publicamente apoio a nenhum dos candidatos que disputam as eleições internas da legenda.
Além das esferas municipal e estadual, os filiados ao PT também escolherão o próximo presidente nacional. Na disputa federal do chamado Processo de Eleição Direta (PED), estão Rui Falcão, Edinho Silva, Valter Pomar e Romênio Pereira.
A O Fator, a assessoria de Macaé informou que a ministra conversa com o PT sobre a resolução do débito.
“A ministra está em negociação com o PT. Por não ter concluído a negociação dentro do prazo, não se candidatou a nenhum cargo no PED”.
A assessoria do ex-governador afirmou que “Fernando Pimentel desconhece qualquer irregularidade, mas já entrou em contato com o financeiro do PT para dirimir dúvidas porventura existentes”.
Candidatura barrada por inadimplência
Nesta semana, a Executiva Nacional do PT decidiu barrar a candidatura da deputada federal Dandara Tonantzin ao comando do PT mineiro por causa de uma dívida de cerca de R$ 132 mil. Segundo aliados da parlamentar, a pendência foi quitada, mas fora do prazo previsto pelas regras da eleição interna, que determinava o pagamento até 29 de maio.
Segundo Dandara, o pagamento aconteceu fora do prazo por causa de erro bancário no momento da transferência. A parlamentar compõe o grupo político do também deputado federal Reginaldo Lopes.