Encontros com Edinho, Lula e Pacheco embalam nova ofensiva do PT mineiro para 2026

Partido quer definir as chapas da centro-esquerda em Minas e organizar um palanque sólido para a reeleição do presidente
O senador Rodrigo Pacheco é o candidato preferido de Lula ao governo de Minas em 2026. Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil

O PT de Minas de Gerais vai reforçar as rodadas de conversas para reposicionar o partido no xadrez das eleições de 2026. Na próxima quarta-feira (26), integrantes da legenda no estado farão uma reunião com o presidente nacional da sigla, Edinho Silva. Já estão na agenda pedidos de encontro com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e com o senador Rodrigo Pacheco (PSD).

As conversas com Lula e Pacheco, segundo dirigentes, estão previstas ainda para 2025. Os movimentos têm um objetivo direto: acertar a formação das chapas em Minas e organizar um palanque robusto para a reeleição do presidente na disputa pelo Palácio do Planalto.

Ainda na esteira dos preparativos para 2026, Leninha, presidente do PT mineiro e deputada estadual, se encontrou nessa terça-feira (18) com a prefeita de Contagem, Marília Campos. As duas decidiram se reunir novamente em breve a fim de alinhar o discurso e as estratégias a serem apresentadas ao presidente Lula.

Como O Fator mostrou recentemente, a indecisão de Pacheco quanto a concorrer ou não ao governo do estado motivou o PT a intensificar as tratativas com Marília em prol de uma eventual candidatura à sucessão de Romeu Zema (Novo). A prefeita, contudo, sinaliza que só toparia entrar na corrida pelo Senado Federal.

Novas frentes

Junto à federação que compõe ao lado de PV e PCdoB, o PT mira siglas com quem mantém boa relação, como PSB, PDT e MDB, do presidente da Assembleia Legislativa, Tadeu Leite, e de Gabriel Azevedo, já lançado pré-candidato ao governo.

As costuras envolvem também o futuro de Rodrigo Pacheco, que deve sair do PSD. O partido filiou o vice-governador e pré-candidato Mateus Simões, e, por isso, deixou de ser ambiente natural para o senador. Ao deixar a sigla, MDB, PSB e União Brasil surgem como possíveis destinos.

Pacheco continua no páreo

Apesar dos últimos movimentos de Pacheco, petistas continuam na expectativa de tê-lo como cabeça de chapa da centro-esquerda em 2026.

A animação perdeu fôlego após o senador ser informado por Lula, na terça-feira (18), de que não seria o indicado ao Superior Tribunal Federal (STF), vaga que acabou nas mãos do advogado-geral da União, Jorge Messias.

Como resposta, o senador ventilou a possibilidade de abandonar a política ao fim do mandato, mas ponderou que só tomará decisão junto aos companheiros do Senado e de Minas.

O recado foi lido internamente, “pelos companheiros de Minas”, como um “fio de esperança”. Uma ala do PT-MG insiste que o senador ainda pode aceitar disputar o governo.

“Marília deverá vir para o Senado, e vamos ver como fica o restante da chapa. Temos esperança de que Pacheco venha ao governo”, afirma um dirigente.

Em nota, o PT mineiro disse respeitar a posição de Pacheco e reforçou que segue em diálogo com partidos e lideranças do “campo democrático”. “Nosso objetivo é construir candidaturas comprometidas com o desenvolvimento de Minas e do Brasil. No momento oportuno, anunciaremos nossas decisões”, diz o texto.

Kalil

Enquanto o campo progressista foca em Pacheco e Marília, Alexandre Kalil (PDT) corre por fora. Um dia antes do encontro de Edinho com o PT-MG, na terça-feira (25) o ex-prefeito de Belo Horizonte e o presidente nacional da sigla têm um jantar para articular sobre 2026.

“O Kalil não procurou o PT estadual. Foi direto no Edinho”, apontou um interlocutor.

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