Entre BH e a Paulista: a estratégia de Zema para participar do ato de apoio a Bolsonaro em 7 de setembro

O espólio eleitoral do ex-presidente, inelegível, é disputado entre os possíveis candidatos à Presidência da direita
Pré-candidatos à Presidência querem o espólio eleitoral de Bolsonaro. Foto: Isac Nóbrega/PR

O governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), deve encurtar a participação no desfile cívico-militar de 7 de Setembro, em Belo Horizonte, para chegar a tempo ao ato de apoio ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), marcado para a mesma data, na Avenida Paulista, em São Paulo.

Michele Bolsonaro (PL), possível candidata a algum cargo em 2026, é figura ilustre no evento, que será replicado em outras cidades do país. Bolsonaro, em prisão domiciliar, não comparece. Os participantes defendem a anistia a réus pelo episódio do 8 de janeiro e criticam o Supremo Tribunal Federal (STF).

O espólio eleitoral de Bolsonaro, inelegível, tem sido disputado a tapas entre os possíveis candidatos à Presidência da ala da direita. Zema, aliás, já anunciou pré-candidatura em São Paulo, em 16 de agosto. 

Nos bastidores, interlocutores do ex-presidente enxergaram o lançamento com maus olhos, como se Zema estivesse cravando a inelegibilidade de Bolsonaro. O governador mineiro, por seu turno, afirma que conversou com o ex-presidente antes de tomar a decisão.

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