Ex-subsecretária de Zema é punida por faltas repetidas ao trabalho

Ex-assessora da Secretaria de Estado de Governo foi investigada internamente e punida, embora não esteja mais no cargo
Michelle Costa ocupou cargo de confiança na Secretaria de Governo e chegou ao posto de subsecretária. Foto: Gil Leonardi/Secom MG

A Controladoria-Geral do Estado de Minas Gerais (CGE-MG) aplicou suspensão de 90 dias contra Michelle Margarida Santos Costa, ex-subsecretária de Articulação e Atendimento Institucional do governo Romeu Zema (Novo). A punição foi determinada por ausências repetidas ao trabalho durante o período em que atuou na Secretaria de Estado de Governo.

O processo administrativo que resultou na penalidade foi instaurado em setembro de 2024. O Fator apurou que as investigações internas apontaram faltas frequentes da ex-subsecretária durante sua passagem pelo governo, entre 2019 e 2023.

Michelle Costa ocupou cargo de confiança na Secretaria de Governo e chegou ao posto de subsecretária. Durante sua atuação no governo, enfrentou problemas e resistências internas na própria administração estadual. Atualmente, ela trabalha como assessora do deputado federal Hercílio Diniz (MDB-MG).

No mesmo processo, a CGE-MG também puniu Ana Paula Silva Dias, ex-assessora de Michelle, com suspensão de 30 dias. Ana Paula atuou primeiro na Secretaria de Desenvolvimento Econômico entre maio de 2022 e janeiro de 2023, depois na Secretaria de Governo, de janeiro a julho de 2023.

As punições se basearam na Lei Estadual nº 869/1952, que estabelece os deveres fundamentais dos servidores públicos. O texto legal determina obrigações como assiduidade, pontualidade, lealdade às instituições e observância das normas administrativas.

A decisão da CGE-MG apontou que Michelle e Ana Paula falharam no cumprimento desses deveres durante o exercício de suas funções no governo estadual.

Como ambas já deixaram o serviço público, as suspensões foram registradas em seus históricos funcionais. As punidas têm prazo de 10 dias para apresentar recurso contra a decisão.

Leia também:

PF e CNJ realizam busca em gabinete de desembargador que absolveu réu por estupro de menina de 12 anos

Ex-presidente de Câmara mineira é condenado por contratar empresa da própria família

CNJ cita suspeitas de ‘delitos contra a dignidade sexual’ e afasta desembargador de MG que absolveu acusado de estuprar menina de 12 anos

Veja os Stories em @OFatorOficial. Acesse