Separados durante as eleições para a presidência da Câmara Municipal, que ocorreram em 1º de janeiro, os grupos políticos do prefeito de Belo Horizonte, Álvaro Damião (União Brasil), e do secretário de Estado de Governo de Minas Gerais, Marcelo Aro (PP), já conversam sobre as eleições de 2026. Segundo apurou O Fator, Aro vem manifestando a aliados o desejo de ter o apoio de Damião para sua eleição ao Senado no próximo ano.
As desavenças entre os grupos se deram no fim de 2024, quando a “Família Aro” decidiu pela candidatura do vereador Juliano Lopes (Podemos) para presidente da Câmara. A uma semana da eleição, em 24 de dezembro, Bruno Miranda (PDT) lançou-se candidato com o apoio do então vice-prefeito eleito, Álvaro Damião (União Brasil). Lopes venceu a disputa por 23 votos a 18.
Com a morte do prefeito Fuad Noman (PSD), em 26 de março, Damião assumiu definitivamente a Prefeitura da capital em 3 de abril. Um dia depois, foram anunciadas as nomeações de indicados por Aro no Executivo municipal, entre eles os ex-vereadores Rubão (Podemos), como secretário municipal de Esportes e Lazer, e Marcos Crispim (DC), como Coordenador de Vilas e Favelas.
Após a oficialização da federação entre os partidos de Damião, o União Brasil, e de Aro, o PP, no fim de abril, a aproximação ampliou-se ainda mais. Dos nove diretores regionais da Coordenadoria de Vilas e Favelas, cinco são ligados à “Família Aro”.
O presidente nacional do União Brasil, Antônio Rueda, vem articulando para que o prefeito de BH assuma a presidência da federação com o PP em Minas. Apesar da aliança das duas legendas e das sinalizações de aproximação política entre os grupos, Damião ainda não se pronunciou sobre sua participação no pleito do próximo ano. Em 2026, serão eleitos dois senadores por unidade federativa.