Girão e Cleitinho prometem reação contra aumento no nº de deputados

Requerimento de urgência para esse projeto está na pauta desta terça (6) no plenário da Câmara
Eduardo Girão e Cleitinho no plenário do Senado
Eduardo Girão e Cleitinho no Senado: resistência. Foto: Saulo Cruz/Agência Senado

Os senadores Cleitinho (Republicanos-MG) e Eduardo Girão (Novo-CE) disseram a O Fator que vão agir contra o projeto que abre caminho para aumentar o número de deputados federais.

O projeto é de autoria de Dani Cunha (União-RJ), filha de Eduardo Cunha.

Um requerimento de urgência para esse projeto está na pauta desta terça (6) no plenário da Câmara. A sessão está marcada para daqui a pouco, às 13h55.

O requerimento de urgência também estava na pauta de ontem, mas não foi votado. A sessão foi encerrada pouco antes das 23h30, com o debate se concentrando em um projeto de lei da bancada do PSOL que define o Dia das Defensoras e Defensores de Direitos Humanos como 14 de março, aniversário da morte de Marielle Franco. Deputados de direita falaram bastante contra a proposta, que também não foi votada.

“Eu acredito que esse negócio [aumento no número de deputados] como já tá organizado para votar, vota na Câmara e vota no Senado, entendeu?”, disse Cleitinho a O Fator.

“Vamos tentar mobilizar aí para fazer pressão popular para não votar um absurdo, um trem desse aí, uma vergonha”, acrescentou o senador.

Colega de partido de Cleitinho, o deputado federal Gilberto Abramo foi quem propôs urgência ao projeto, a pedido do presidente Hugo Motta, como O Fator revelou ontem. Motta é da Paraíba, estado que perderia duas cadeiras no projeto baseado no Censo proposto por Pezenti (MDB-SC).

Girão disse: “Lutarei contra, pois quem perde é a população brasileira”.

E acrescentou: “O cidadão não aguenta mais pagar tanto imposto. Ainda mais com um Congresso inoperante e sem altivez como esse, que mais parece um puxadinho do regime do governo Lula e STF”.

Outros dois senadores ouvidos por O Fator ainda não marcaram posição.

Alessandro Vieira (MDB-SE) disse não ter avaliado o tema ainda.

Sergio Moro (União-PR) disse: “a tendência é o Senado se debruçar sobre isso só depois de ser aprovado na Câmara”.

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