Greve nacional que interromperia decolagens em quatro aeroportos de Minas é suspensa

O movimento começaria na quinta-feira (24) e iria até outubro, em datas e horários específicos
O Aeroporto da Pampulha, em Belo Horizonte, seria um dos afetados em Minas. Foto: Cristiano Machado / Imprensa MG

Foi suspensa a greve nacional dos empregados da NAV Brasil, estatal federal responsável pelos serviços de navegação aérea no país. O movimento começaria nesta quinta-feira (24) e previa a interrupção de decolagens por uma hora de manhã e outra à tarde em quatro aeroportos de Minas Gerais: Pampulha (Belo Horizonte), Uberlândia e Uberaba (Triângulo Mineiro) e Montes Claros (Norte de Minas).

A decisão de suspender a paralisação foi tomada após reunião mediada pelo Tribunal Superior do Trabalho (TST), em que os trabalhadores e a empresa firmaram acordo para aumentar em 9% o subsídio do plano de saúde a partir de 30 de setembro e implantar um Plano de Cargos e Salários (PCS) até 30 de outubro. 

A informação foi confirmada a O Fator pelo vice-presidente do Sindicato Nacional dos Trabalhadores na Proteção ao Voo (SNTPV), Lucas Borba.

Reivindicações

Além do que foi atendido, a categoria também reivindicava recomposição salarial e aumento do quadro de empregados. 

O sindicato reforça que a negociação do próximo Acordo Coletivo de Trabalho não era alvo do movimento. 

A greve

O SNTPV havia anunciado que, nos dias 24, 26 e 30 de setembro e 2 de outubro, decolagens seriam interrompidas das 11h às 12h e das 15h às 16h, como parte de uma greve nacional que atingiria aeroportos de diferentes portes no Brasil.

Em cada aeroporto mineiro, os empregados da NAV Brasil têm funções específicas. Em Uberlândia e Uberaba, fazem o controle de torre, aproximação, separação, sequenciamento e orientação de pousos e decolagens, além de serviços de meteorologia. 

Na Pampulha, são responsáveis pela operação da torre e observação meteorológica. Em Montes Claros, controlam a comunicação dos pilotos com a rádio. Mesmo durante a paralisação, os pousos continuariam liberados.

Não haveria interrupção nas orientações para aeronaves médicas, transporte de órgãos, operações militares, bombeiros, voos humanitários ou emergências.

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