Fernando Haddad admitiu nesta quarta (11) que o arcabouço fiscal, proposto pelo governo Lula para substituir o antigo teto de gastos, “não resolve todos os problemas”.
“Nós temos uma grande preocupação com [a] trajetória da dívida”, disse o ministro, respondendo a um questionamento de Pedro Paulo (PSD-RJ) na Comissão de Finanças da Câmara.
“E com resolver essa questão do déficit público, que se tornou dramático em 2015, com a crise política”, acrescentou. “E ele não foi resolvido até o presente momento da maneira mais adequada”.
Em seguida, Haddad disse:
“Eu acredito que o arcabouço fiscal que vossas excelências aprovaram [em agosto de 2023] tem muitos méritos, mas ele não resolve todos os problemas. Ele é um bom desenho, ele é uma boa arquitetura (…) E o senhor sabe o quanto o Brasil precisa crescer para acomodar as pressões legítimas da sociedade brasileira”.
Marcus Pestana, diretor-executivo do Instituto Fiscal Independente (IFI) do Senado, publicou artigo no sábado (7) mostrando que o governo caminha para um “estrangulamento” fiscal “absoluto” a partir de 2027, com o crescimento das despesas obrigatórias como Previdência, BPC e folha salarial dos servidores.