A indústria extrativa de Minas Gerais cresceu 2% em julho em relação ao mês anterior. O movimento impediu uma retração mais acentuada da produção industrial no estado. O setor compensou parte da queda de 2,8% registrada pela indústria de transformação, limitando o recuo geral a 2,4%.
O desempenho da indústria mineira ficou aquém do resultado nacional, onde a produção industrial brasileira caiu apenas 0,2% no período. Os dados constam da Pesquisa Industrial Mensal, divulgada nesta sexta-feira (12) pela Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg).
A indústria de transformação registrou retração em nove das 13 atividades monitoradas. Os setores de metalurgia e derivados do petróleo e biocombustíveis lideraram as contribuições negativas, com quedas de 5,3% e 2,1%, respectivamente.
O cenário foi atenuado por quatro segmentos que apresentaram expansão. Borracha e material plástico registrou o melhor desempenho com alta de 6,2%, seguido por alimentos, que avançou 1,3%.
Produção industrial com saldo positivo
Apesar da retração mensal, a produção industrial mineira acumula crescimento de 1,4% no ano até julho, superando o mesmo período do ano passado. O resultado foi sustentado pelo avanço de 1,9% da indústria de transformação, que compensou o crescimento mais modesto de 0,3% da indústria extrativa.
Na análise setorial do acumulado, o setor automotivo lidera com expansão de 17,1%, seguido por produtos químicos (12,3%) e metalurgia (1,6%). No lado negativo, o campo de materiais elétricos recuou 8,3%, enquanto os minerais não metálicos caíram 4,9% e os derivados do petróleo e biocombustíveis registraram queda de 2,3%.
Na comparação com julho de 2024, a produção industrial mineira recuou 0,7%. A indústria extrativa apresentou crescimento de 1,2%, mas não conseguiu compensar integralmente a retração de 1,5% da indústria de transformação.
O segmento de materiais elétricos liderou as quedas anuais com retração de 19,5%, seguido por derivados do petróleo e biocombustíveis (-10,8%) e produtos de metal (-8,6%). Na direção oposta, papel e celulose registrou o maior avanço (14,4%), acompanhado por veículos (8,5%) e alimentos (2,3%).