Indústria mineira enfrenta a maior dificuldade de acesso ao crédito desde a pandemia, diz Fiemg

O cenário é reflexo de um longo período de juros altos, fator que encarece o crédito e trava os financiamentos
O índice que mede o emprego registrou 48,1 pontos, abaixo do planejado. Foto: Agência Brasil/EBC

A dificuldade de acesso ao crédito pela indústria mineira no terceiro trimestre de 2025 é a maior em 21 trimestres, voltando ao nível observado entre abril e junho de 2020, auge da pandemia de Covid-19 no Brasil.

O índice ficou em 37,9 pontos, 12,1 pontos abaixo da linha que separa otimismo de pessimismo (50 pontos). Os dados são da Sondagem Industrial, divulgada pela Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg) nesta sexta-feira (24).

Em relação ao segundo trimestre deste ano, o indicador caiu 4,4 pontos (era 42,3), e, frente ao mesmo período de 2024, o recuo foi ainda maior: 5,7 pontos (era 43,6).

Segundo a Fiemg, o resultado reflete a manutenção das taxas de juros em patamares elevados por um período prolongado, o que encarece os financiamentos e limita o crédito às empresas.

Produção estável e emprego abaixo do planejado

O levantamento mostra, ainda, que o índice de evolução da produção ficou em 50,1 pontos em setembro, indicando estabilidade na atividade industrial após a queda observada no mês anterior. Já o emprego marcou 48,1 pontos, permanecendo abaixo do planejado, o que aponta retração no quadro de pessoal.

Com crédito escasso e custos financeiros altos, as margens de lucro continuam comprimidas. O indicador de satisfação com o lucro operacional fechou o trimestre em 40,5 pontos, o que representa queda de 1,8 ponto em relação ao trimestre anterior (42,3) e de 6,3 pontos frente ao mesmo período do ano passado (46,8). Foi a 12ª queda consecutiva.

Já a situação financeira das empresas registrou 47,4 pontos, levemente acima do segundo trimestre (46,5), mas 4 pontos abaixo do terceiro trimestre de 2024 (51,4).

Apesar do cenário nebuloso, o índice que mede o nível de estoques em relação ao planejado marcou 48,9 pontos, indicando, pelo segundo trimestre seguido, que os estoques ficaram abaixo do esperado, sugerindo que a demanda superou as previsões dos empresários.

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