Deputados estaduais de oposição a Romeu Zema (Novo) tentaram surpreender parlamentares da base governista nesta terça-feira (1°), durante a sessão que aprovou, em 1° turno, o projeto de privatização da Companhia de Saneamento de Minas Gerais (Copasa). Ao perceberem a possibilidade de a base aliada a Zema não conseguiu reunir quórum suficiente, os oposicionistas derrubaram a obstrução e forçaram o início da votação.
Para apressar a votação, os deputados de oposição renunciaram ao direito de discursar da tribuna. Foi aí, então, que o plenário da Assembleia Legislativa viveu uma inversão de papéis pouco comum: coube aos parlamentares alinhados ao Executivo o uso dos discursos para ganhar tempo e tentar recompor o quórum.
Antes de a oposição encerrar a obstrução, aliados do governador se preparavam para uma sessão longa. O grupo governista contava que a reunião plenária se arrastaria por algumas horas, repetindo o roteiro das sessões que aprovaram, em dois turnos, a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) sobre o fim do referendo para a privatização da empresa de saneamento.
Margem apertada
Com os aliados no plenário, o governo Zema conseguiu, por 50 votos a 17, aprovar a proposta de privatização em 1° turno. Para emplacar o texto, a base precisava de ao menos 48 votos.
Apesar da margem apertada, o resultado teria sido mais tranquilo caso dois deputados governistas ausentes não tivessem se atrasado no deslocamento a Belo Horizonte por causa de acidentes que comprometeram o trânsito no entorno da Região Metropolitana.
