Líderes de bancadas e blocos parlamentares da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) vão compor a comissão especial montada para sabatinar o presidente da Casa, Tadeu Leite (MDB), por ocasião de sua candidatura ao Tribunal de Contas do Estado (TCE-MG). O colegiado teve a composição definida nesta quarta-feira (25), um dia após o emedebista protocolar requerimento oficializando o desejo de concorrer ao assento.
A comissão especial terá o líder do governo, João Magalhães (MDB), o líder da oposição, Ulysses Gomes (PT), o líder do PL, Bruno Engler, além de Noraldino Júnior (PSB) e Cássio Soares (PSD), líderes de dois blocos parlamentares da Casa, ambos com maioria governista.
Os suplentes do colegiado serão Gil Pereira (PSD), Roberto Andrade (PRD), Sargento Rodrigues (PL), Cristiano Silveira (PT) e Doorgal Andrada (PRD).
Após a sabatina de Tadeu, o nome dele será levado ao plenário para votação. A tendência é de escolha unânime, visto que todos os 77 parlamentares assinaram o ofício escrito pelo presidente da Assembleia para formalizar a candidatura.
Abrindo o leque
Como O Fator já mostrou, a candidatura de Tadeu ao TCE foi pensada para garantir a ele diferentes opções para o futuro político.
Ciente de que poderá seguir para a Corte de Contas, o presidente da Assembleia terá subsídios para avaliar com mais calma, por exemplo, se topa compor uma chapa na disputa pelo governo de Minas Gerais.
Antes de se colocar à disposição para preencher a vaga no Tribunal, ele havia dito a aliados que pretendia buscar a reeleição.
Para além dos cálculos pessoais, a entrada do emedebista na corrida rumo à Corte serviu para encerrar impasses na Assembleia. Quando o prazo para a coleta de apoios foi aberto, ao menos sete parlamentares passaram a procurar os colegas em busca de votos. Alguns deputados temiam que a disputa pudesse gerar desconfortos e rachas e, por isso, começaram a advogar em prol de uma candidatura única.
A vaga em jogo está aberta desde a aposentadoria do conselheiro Wanderley Ávila. No segundo semestre, a Assembleia poderá indicar um outro integrante do Tribunal, que ocupará o assento de Mauri Torres. Por ora, ambos são substituídos por interinos.
