A mensagem de Mateus Simões a integrantes do governo por 2026

Texto enviado no sábado cita “organização” para 2026 e lamenta desligamentos recentes de aliados
Interlocutores que receberam o texto interpretaram a referência como alusão à filiação do ex-secretário de Governo Igor Eto ao Avante. Foto: Alexandre Netto / Comunicação ALMG

O vice-governador Mateus Simões (PSD) enviou no último sábado (22) uma mensagem a dezenas de integrantes do governo de Minas Gerais com uma “convocação”: se candidatarem a deputado federal pelo Novo em 2026. O texto foi interpretado como uma tentativa de fortalecer a chapa do partido, que não elegeu nenhum representante na última eleição.​

“Como você sabe, preciso de você na chapa do Novo ano que vem e, por isso, quero que já verifique se a sua desincompatibilização é de 6 ou 4 meses, para ficar tudo engatilhado. Ano que vem é corrido e muito tumultuado e quero deixar tudo organizado”, escreveu Simões na mensagem.​

O vice-governador pediu que os destinatários verifiquem o prazo de desincompatibilização de seus cargos e se programem para deixar o governo até abril, limite estabelecido pela Justiça Eleitoral. “Tenho confiança no sucesso da empreitada, que é essencial para o Novo e para o Governo, faça essa verificação do prazo específico do seu cargo e já me pontue, por favor, para ficar tudo ajustado”, afirmou.​

Na mensagem, Simões menciona casos de aliados que já estão deixando o projeto. “Tem uns poucos casos de gente que já estamos desligando agora, ou porque não vai se candidatar ou porque está mudando de partido, o que não deixa de me decepcionar, mas ao menos me dá a chance de levantar outras lideranças para as posições políticas atuais. Fizemos isso com um caso na semana passada, deve ter visto”, escreveu.​

Interlocutores que receberam o texto interpretaram a referência como alusão à filiação do ex-secretário de Governo Igor Eto ao Avante. Eto está de saída do cargo que ocupa no Banco de Desenvolvimento de Minas Gerais (BDMG).​

O Novo mineiro elegeu dois deputados federais em 2018, mas não conseguiu emplacar nenhum representante em 2022. O partido enfrenta dificuldades para reconstruir sua bancada, agravadas por saídas recentes, incluindo a do próprio Mateus Simões, que se filiou ao PSD no mês passado para articular uma aliança visando a sucessão do governador Romeu Zema.​

Antes das saídas de Simões e de Eto, a meta do Novo era eleger três deputados federais e cinco deputados estaduais por Minas Gerais em 2026. Com a reconfiguração do cenário, lideranças ligadas ao governador Romeu Zema passaram a rever cálculos e projeções, reconhecendo que as metas eleitorais precisam ser ajustadas.

Além dessas duas baixas, o Novo convive com a tensão em torno da possível desfiliação do seu principal nome para a disputa legislativa, o prefeito de Divinópolis, Gleidson Azevedo (Novo), irmão do senador Cleitinho Azevedo (Republicanos). A ausência de Gleidson na inauguração do gasoduto da Gasmig, realizada na semana passada na região Centro-Oeste, reacendeu rumores sobre sua possível migração para outra sigla.

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