O governo de Minas Gerais diminuiu, pelo segundo quadrimestre seguido, a proximidade entre o percentual de gastos com pessoal e o teto da Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF). De setembro a dezembro do ano passado, o índice de despesas com o funcionalismo ficou em 48,22% da Receita Corrente Líquida (RCL). O limite estabelecido pela LRF é de 49%.
Os dados sobre o último quadrimestre de 2025 foram divulgados nesta sexta-feira (30) pela Secretaria de Estado de Fazenda (SEF). No segundo terço do ano passado, entre maio e agosto, o percentual ficou em 48,52%. Antes, de janeiro a abril, chegou a 48,81%.
Mesmo com o novo fôlego ante a RCL, os gastos do Executivo estadual com o funcionalismo cresceram na reta final de 2025. Nos últimos quatro meses, o desembolso chegou a R$ 53,87 bilhões, contra R$ 53,03 bilhões utilizados de maio a agosto.
Embora não esteja acima do teto de 49% da Receita Corrente Líquida, Minas segue em alerta. O estado se enquadra no chamado limite prudencial, uma espécie de sinal amarelo mostrado a unidades federativas que comprometem mais de 46% de seus ganhos com o funcionalismo.
Receita cresce
O aumento da distância para o teto da LRF é explicado pelo aumento da arrecadação.
A Receita Corrente Líquida geral do último quadrimestre de 2025 ficou em R$ 111,7 bilhões. De maio a agosto, o valor chegou a R$ 109,3 bilhões, enquanto de janeiro a abril bateu os R$ 106,6 bilhões.
