O governo de Minas Gerais esteve, no primeiro quadrimestre deste ano, à beira de ultrapassar o teto de despesas com pessoal estabelecido pela Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF). Disponibilizado nesta sexta-feira (30), o relatório de gestão fiscal de janeiro a abril de 2025 aponta que os gastos com o funcionalismo foram superiores a R$ 52 bilhões (R$ 52.056.327.789,27). As cifras equivalem a 48,81% da receita corrente líquida (RCL). Segundo a LRF, os desembolsos não podem ultrapassar 49% dos ganhos.
As receitas do primeiro quadrimestre ficaram em pouco mais de R$ 106 bilhões (R$ 106.688.331.960,66).
As despesas com pessoal cresceram cerca de R$ 2 bilhões em relação ao último quadrimestre de 2024, quando estiveram em R$ 50.492.145.171,78. O montante, cerca de 48,8% das receitas daquele período, fixadas em R$ 103.495.630.620,38, também estava à porta do limite estabelecido pela LRF.
Ainda conforme o relatório, a dívida consolidada de Minas chegou a R$ 194,1 bilhões. Em valores líquidos, o saldo negativo é de quase R$ 161,3 milhões. O valor representa cerca de 151,2% da arrecadação do primeiro quadrimestre.
