Morte de ex-deputado faz presidente nacional do PT cancelar agendas em BH

Edinho Silva estaria na cidade nesta quinta-feira (6) para avançar em conversas a respeito dos rumos do partido em Minas
Paulo Frateschi
Em 2018, Paulo Frateschi foi atingido por uma pedra durante caravana com Lula em Chapecó (SC). Foto: Facebook/PT/Reprodução

O presidente nacional do PT, Edinho Silva, cancelou a viagem que faria a Belo Horizonte nesta quinta-feira (6). O dirigente tomou a decisão por causa da morte do ex-deputado petista Paulo Frateschi (SP).

Segundo a Folha de S. Paulo, Frateschi, de 75 anos, morreu esfaqueado. O filho do ex-parlamentar é suspeito de ter cometido o crime, ocorrido nesta quinta. De acordo com a colunista Mônica Bergamo, a esposa do ex-deputado, Iolanda, também foi ferida e sofreu uma fratura no braço.

Edinho estaria em BH para um jantar com correligionários e reuniões com representantes de outros partidos à esquerda, como Psol, PCdoB, PDT e PSB. O dirigente gostaria, até mesmo, de estender a agenda para debates com integrantes do MDB.

“Paulo Frateschi deixa um legado, marcado pela luta pela justiça e pela inclusão. Ele permanecerá vivo em nossos corações e nas ações que ele ajudou a inspirar”, disse o dirigente.

Antecedentes

A visita ocorreria em meio a um contexto de indefinição quanto ao palanque do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em Minas Gerais no ano que vem. Lula quer a candidatura do senador Rodrigo Pacheco (PSD) ao governo do estado, mas o parlamentar não bateu o martelo a respeito do assunto e prefere assumir assento no Supremo Tribunal Federal (STF).

Diante da incerteza, o PT mapeia alternativas. Por isso, Edinho conversaria inclusive com Alexandre Kalil (PDT), ex-prefeito de BH. Como O Fator mostrou ontem, Kalil convidou o dirigente petista para o ato que vai oficializar sua filiação ao novo partido. O presidente nacional do PDT, Carlos Lupi, é aguardado para a solenidade.

Outra opção do PT para concorrer ao Palácio Tiradentes, a prefeita de Contagem, Marília Campos, já sinalizou a colegas de partido que não pretende entrar no páreo. A prioridade de Marília, caso decida estar nas urnas no ano que vem, é tentar uma vaga no Senado Federal.

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