Municípios de Minas deixam de receber R$ 41,6 milhões da Assistência Social, diz CNM

Verba é utilizada para arcar com serviços do Cras e Creas, entre outros; Minas é o segundo estado mais afetado do país
Creas e Cras recebem cofinanciamento federal da Assistência Social. Foto: Foto: Debora Oliveira/PBH

Os municípios mineiros deixaram de receber R$ 41,6 milhões do governo federal entre agosto e janeiro deste ano referentes ao cofinanciamento federal da Assistência Social, que garante a manutenção de serviços como os desenvolvidos pelos Centros de Referência de Assistência Social (Cras) e Centros de Referência Especializado de Assistência Social (Creas). 

O valor coloca Minas Gerais como o segundo estado mais afetado do país, atrás apenas de São Paulo, cuja dívida é de R$ 51,8 milhões, segundo levantamento da Confederação Nacional dos Municípios (CNM).

De um total de R$ 166,5 milhões que deveriam ter sido repassados a Minas, apenas R$ 124,9 milhões chegaram aos cofres municipais. O dinheiro é usado para custear despesas de funcionamento, como combustível, alimentação, materiais de escritório e pagamento de profissionais da área.

Os recursos do cofinanciamento são transferidos pelo Fundo Nacional de Assistência Social (FNAS), gerido pelo Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS), e têm o objetivo de apoiar estados e municípios na execução dos serviços do Sistema Único de Assistência Social (Suas).

No país, o cenário é semelhante: entre janeiro e agosto de 2025, R$ 354 milhões deixaram de ser repassados. Foram pagos R$ 1,04 bilhão de um total previsto de R$ 1,4 bilhão, de acordo com a CNM.

Impacto direto nos serviços

Segundo a CNM, o atraso compromete a qualidade e a abrangência dos serviços socioassistenciais, além de agravar as desigualdades regionais. 

A entidade ressalta que a Assistência Social integra o tripé da Seguridade Social, ao lado da Saúde e da Previdência, e tem como objetivo garantir proteção à vida, reduzir danos e prevenir riscos sociais.

Dívida da União com os estados (em R$ milhões)

  1. São Paulo 51,8
  2. Minas Gerais 41,6
  3. Bahia 28,1
  4. Paraná 22,9
  5. Rio Grande do Sul 21,4
  6. Ceará 17,7
  7. Rio de Janeiro 17,2
  8. Pernambuco 17,1
  9. Maranhão 16,3
  10. Pará 14,9

Leia também:

Roteiro da pré-campanha de Flávio Bolsonaro prevê foco em Minas, Rio e São Paulo

Os empreendimentos de transmissão em Minas confirmados para leilão no fim de março

O motivo da menção a Carlos Viana nas anotações de Flávio Bolsonaro

Veja os Stories em @OFatorOficial. Acesse