O Novo avalia que o governador Romeu Zema é o principal trunfo para assegurar ao partido a indicação de vice na chapa de Mateus Simões (PSD) ao comando do estado. A sigla considera que, mesmo com a eventual pressão de outras legendas como PL e Republicanos por um espaço na dobradinha em 2026, a presença do governador pode garantir vantagem na disputa pela vaga.
O entendimento é que entregar a vaga a um partido que não o Novo soaria como um sinal negativo a Zema, que não colocou óbice à migração de Simões para os quadros pessedistas — e, inclusive, participou de conversas a respeito do tema com dirigentes dos dois partidos.
Como O Fator já mostrou, embora o Novo acredite ter a preferência para apontar o candidato a vice, fontes ligadas ao PSD adotam discurso de cautela e afirmam que definições do tipo só vão ganhar forma a partir de julho de 2026, com as convenções partidárias e a oficialização dos apoios eleitorais.
O acordo entre PSD e Novo prevê que, a despeito de uma eventual candidatura presidencial do partido de Gilberto Kassab, Simões terá liberdade para apoiar o governador caso ele lidere uma chapa na corrida ao Palácio do Planalto.
Citados no Novo como agremiações que também podem pleitear a parceria com Simões nas urnas, PL e Republicanos ainda não definiram se vão compor a coligação liderada pelo PSD.
Os sinais de aproximação entre o vice de Zema e o deputado Nikolas Ferreira, contudo, despertaram, entre aliados de Simões, a percepção de que uma aliança é possível.
Por ora, sinalizaram adesão à coalizão de Simões partidos como PP, União Brasil, Solidariedade e Podemos.
