O fato de o PL ter conseguido 21 dos 77 assentos da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) para a próxima legislatura fez deputados estaduais do partido intensificarem, na semana passada, o discurso de que é possível chegar à presidência da Casa.
A ideia, porém, encontra resistência. O Fator apurou que, entre representantes de outras siglas, o objetivo é construir uma candidatura de consenso menos ideológica e oriunda de uma legenda ao centro.
O nome liberal que mais se movimenta de olho na sucessão de Tadeu Leite (MDB) é Sargento Rodrigues, que fala com quem estiver disposto a ouvir sobre a intenção de concorrer à chefia do Parlamento. Nos bastidores, o primeiro secretário Gustavo Santana também é mencionado.
O desejo de escolher um presidente mais ao centro do espectro político também diminui, segundo interlocutores a par das conversas, as chances de o PT, dono da segunda maior bancada, emplacar o próximo presidente.
A bolsa de apostas que ronda os corredores da Assembleia neste momento tem, entre os cotados para suceder Tadeuzinho, nomes como Doorgal Andrada, do PP, e João Magalhães, do PSD. Os também pessedistas Gustavo Valadares e Tito Torres também encontram lugar na relação de nomes aventados.