O senador mineiro Cleitinho (Republicanos) prestou depoimento à Polícia Federal (PF) no âmbito da Operação Transparência, que cumpriu mandados de busca e apreensão na casa de uma ex-assessora do ex-presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP), em Brasília, nesta sexta-feira (12). A investigação apura irregularidades na destinação de emendas parlamentares.
A denúncia feita pelo senador sobre um esquema de lobby pode ter sido um dos pontos de partida para a investigação.
Outros cinco parlamentares também teriam sido ouvidos pela PF, segundo a jornalista Camila Bomfim, do G1. São eles: Glauber Braga (PSOL-RJ), José Rocha (União Brasil-BA), Adriana Ventura (Novo-SP), Fernando Marangoni (União Brasil-SP) e Dr. Francisco (PT-PI).
Conversa on-line
O depoimento do senador mineiro foi realizado de forma on-line e durou menos de meia hora, segundo interlocutores. A declaração focou em um episódio que ele tornou público na tribuna, quando criticava a barganha de emendas federais por lobistas.
À época, Cleitinho denunciou que teria sido parado no corredor do Senado por um grupo com o objetivo de “negociar” a destinação de emendas da cota dele. O grupo sequer era de Minas Gerais, estado do senador.
A Polícia Federal teria questionado Cleitinho sobre as pessoas que o abordaram e sobre as tentativas de influência para garantir a destinação irregular de recursos públicos.
Alvo da operação
Os mandados de busca e apreensão foram cumpridos na casa e na sala de uma assessora da liderança do PP que atua no setor ligado às emendas parlamentares, dentro da liderança do PP na Câmara dos Deputados. No passado, ela assessorou Lira. Os mandados foram expedidos pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Flávio Dino.